<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418</id><updated>2011-07-08T08:55:19.507-03:00</updated><title type='text'>Francanalhices</title><subtitle type='html'>Na linha "EU NÃO IA DIZER NADA NÃO, MAS, AGORA EU VOU POSTAR"__________________________
Todas as imagens que aparecem no blog são originárias de sites externos e Francanalhices não reivindica nenhum crédito para si, a não ser que especificado. Se você (ou sua empresa) possui os direitos de alguma imagem e não quer que ela apareça em Francanalhices, favor entre em contato e ela será prontamente removida.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-2942066786894400758</id><published>2010-09-18T18:37:00.002-03:00</published><updated>2010-09-18T18:37:51.441-03:00</updated><title type='text'>contra luz, contra a parede...</title><content type='html'>Daí um rapaz, desses como há vários, vai pra varanda fumar um cigarro, se admira com o por do sol... Oh!... E com a luz contra o muro. Vê uma lagartixa comum, dessas como há muitas nos muros. Ao cruzarem o olhar a lagartixa se esconde e o rapaz se aproxima, acessando no seu cérebro anos de Discovery Channel com maconha. Começa a pensar na estratégia da lagartixa para fugir de seus predadores. A lagartixa mantém a cauda a mostra, pois, se o predador pegar a cauda ela pode fugir. Então, olha de novo para o por do sol, traga o seu cigarro e, se volta mais uma vez pro indefeso animal acuado atrás da luminária. O pequeno  réptil, inadvertidamente, faz um movimento gracioso com a cauda e a traz para outro ponto, revelando-lhe os olhos. Ao se deparar  mais uma vez com as duas bolinhas pretas reluzentes o rapaz tenta se lembrar  que estratégia seria essa que o Discovery não mostrou. De súbito a lagartixa come-lhe a cabeça... É... É assim...  A vida é absurda deste tanto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-2942066786894400758?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/2942066786894400758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/09/contra-luz-contra-parede.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/2942066786894400758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/2942066786894400758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/09/contra-luz-contra-parede.html' title='contra luz, contra a parede...'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-6902867423223297025</id><published>2010-09-18T18:29:00.000-03:00</published><updated>2010-09-18T18:29:34.208-03:00</updated><title type='text'>Segunda-Feira</title><content type='html'>O coração batendo dentro da cabeça. Um cigarro acendido no outro. O ônibus que não passa e a única certeza.  Pensamentos confusos. Maconha, cerveja e cigarros. Discurso ensaiado no percurso.  Fantasias de finais felizes onde os dois não acabam juntos. Portaria, campainha, entrada seca. E pela primeira vez desde que se conheceram não houve o  beijo na boca de oi. Foi logo pra cozinha guardando cervejas na geladeira. Era preciso falar. A verdade é que, do nada, aquilo deixou de acontecer. Fim de carnaval. Confetes e serpentinas e purpurinas transformados em lama. Cheirando a mijo.  O outro, o outro, o outro. Acusado de não se colocar no lugar do outro.  A consciência tranqüila. O caso é que não  vingaria. Não tinha a fibra. Covarde seria ficar.  Ataques suportáveis, ofensas aceitas. Tudo por não discutir, pra preservar o que restou de:  Feche os olhos, ouça a música, relaxe, me deixa fazer amor com você... Ah!  As questões todas mais altas que esse convite.  No último instante o choro sentado no sofá. Está morto.  O ar na rua. Os amigos no boteco. A cara ainda inchada. A balada. O sol nascendo. Mudou a luz. Mudou tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-6902867423223297025?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/6902867423223297025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/09/segunda-feira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6902867423223297025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6902867423223297025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/09/segunda-feira.html' title='Segunda-Feira'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-8340592181969952032</id><published>2010-07-13T14:37:00.000-03:00</published><updated>2010-07-13T14:37:31.285-03:00</updated><title type='text'>Breve</title><content type='html'>Meu coração acordou hoje bem cedo, me olhou com seus olinhos curiosos, tinha um ar sério, me disse que partiria num vôo das quatro. Meu coração partiu antes das quatro. Foi pra uma ilha. Deserto no meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-8340592181969952032?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/8340592181969952032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/07/breve.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8340592181969952032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8340592181969952032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/07/breve.html' title='Breve'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-4752699090795584822</id><published>2010-07-13T14:32:00.002-03:00</published><updated>2010-07-13T14:32:59.299-03:00</updated><title type='text'>Outono passado</title><content type='html'>Eu não sei quem é você , mas te admiro desde o fundo dos meus olhos onde vive o meu pensamento. Por nada . Porque nem sei o que você faz, como são seus dias, o que você pensa. Nada. Porque nunca conversamos nunca dissemos palavra significante para o outro, nunca nada, só corpos, corpos e corpos e nada, além disso. E é só o que eu quero, é só o que em busco em você, nada alem disso, seu corpo, meu corpo, e saliva e sussurros e gemidos. Não quero suas histórias, seus sonhos, não quero seu nome de família e acho que nem seu telefone. O que eu aprendi de você já serve pro nosso propósito. Vamos nos encontrar de novo é fato. Nos veremos em alguma festa, temos amigos em comum. A cidade nem é tão grande, pelo menos não é grande a parte dela que usamos. Sei que nos veremos numa praia, num bar, num aniversário. Sei que vou olhar pra você, sei que você virá falar comigo. Sei que não teremos assunto. Sei que meu coração vai bater forte, sei que vou virar suco na sua frente. Sei que vou aceitar sua proposta. Sei disso porque é isso o que eu quero. É disso que eu to precisando bem agora. Sei que vamos dançar. Sei que vamos pra sua casa. Sei que vamos dormir afastados. Sei que pela manhã a vida segue cada um pro seu lado. É só me chamar. Nem precisa ser pelo nome,  basta que seja pra mim. E quando for eu sei o que será. Seremos um do outro pela noite. Um do outro até o banho. Um do outro. E depois espero uma próxima vez. E vou seguindo assim. Aguardando seu chamado. Canta pra mim. Eu gosto assim. Não me decepcione.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-4752699090795584822?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/4752699090795584822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/07/outono-passado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4752699090795584822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4752699090795584822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/07/outono-passado.html' title='Outono passado'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-1259656627828283540</id><published>2010-07-13T14:07:00.000-03:00</published><updated>2010-07-13T14:07:22.910-03:00</updated><title type='text'>O Vermelho e o Azul</title><content type='html'>Pois então foi assim, desse jeito que aconteceu entre os dois. Vamos chamá-los de Azul e Vermelho para evitar comentários desnecessários. &lt;br /&gt;Veja  bem, Azul tinha tido uma semana daquelas. Uma feira de estamparias, se é que existe alguma coisa assim. Foi difícil. Mas enfim ele iria à tal balada aclamada por todos como a melhor balada dos últimos tempos. Mas alguma coisa aconteceu e ninguém foi à balada. Ele e dois amigos que encontrariam mais dois amigos. Os outro trezes amigos desaparecidos na noite de inverno.Balada vazia, um ar condicionado gelado e por favor depeçam quem produziu esse elenco. Além disso a  amiga com TPM, uma situação bizarra com uma figura lendária e tudo isso devidamente mergulhado em gim-tônicas.&lt;br /&gt; Vermelho acordou algumas horas antes em seu apartamento. Tentou falar com praticamente toda a sua agenda , ninguém pareciadisponível. Decidiu encarar o projeto. Por que diabos  ficar sozinho em  casa? Melhor ir sozinho pra balada.  Escolheu uma roupa bonita. Escolheu o relógio certo. E partiu pra balada mais incrível dos últimos tempos. Deu de cara com a mesma geladeira  citada no parágrafo de Azul. Da semana de Vermelho não sabemos muito. Ele é bastante reservado.&lt;br /&gt;Foi no quinto gim-tônica, exatamente 12 minutos antes de começar a xepa  quando Azul pensou que seria melhor  acabar esse gim e ir embora. Reconheceu que as formas começavam a perder seus focos,  as pessoas se desfaziam.  Blame it on gim, ele resolveu dar mais uma corrida de olho pela pista de dança, afinal de contas não há pra quem prestar contas. Mal tinha entrado na pista quando viu Vermelho sorrindo pra ele.&lt;br /&gt;Vermelho viu os conhecidos todos saírem um por um e quando a última delas saiu decidiu que era hora de dar mais uma dançadinha, afinal ele era adepto  da fé na pista de dança. E lá foi ele com sua vodka-tônica. Não sei precisar o quanto disso ele tinha ingerido. Eu comentei que ele é reservado. E então ele viu Azul. E sorriu.&lt;br /&gt;Também acho doido eles não terem se visto antes desse momento. Era um lugar pequeno e que nunca esteve lotado. Mas por mais teledramaturgico que pareça foi só no último degrau, imediatamente, antes da lama, que se encontraram.&lt;br /&gt;Nenhum dos dois sabe dizer quem viu quem primeiro, ou quem deu o primeiro mole ou quem correspondeu. O que podem contar daí pra frente é uma sequência de cortes.&lt;br /&gt;O favorito deles é a cena em que Azul disse a Vermelho que era garoto de programa, e começou a fazer contas e apresentou um orçamento. Um afirma ter sido na cama , outro afirma ter sido no banho, mas isso não é importante.&lt;br /&gt;Vermelho disse: Foi quando ele me disse que era garoto de programa...&lt;br /&gt;Azul disse: Quando eu disse pra ele que eu era michê ele, por um segundo, acreditou. Eu vi  na cara dele. Mas depois ele sorriu... acho que foi aí... foi aí sim.&lt;br /&gt;Têm sido vistos pela cidade nos mais diversos eventos. Sorriem muito, dançam e trocam olhares profundos. Não receberam, ainda, reclamações de barulho porque o quarto de Vermelho possui isolamento acústico e muitas almofadas turcas espalhadas no futton de 3x3.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-1259656627828283540?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/1259656627828283540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/07/o-vermelho-e-o-azul.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/1259656627828283540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/1259656627828283540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/07/o-vermelho-e-o-azul.html' title='O Vermelho e o Azul'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-8965358096102079735</id><published>2010-04-29T17:33:00.000-03:00</published><updated>2010-04-29T17:33:05.977-03:00</updated><title type='text'>sobre sexo, amor e chocolate</title><content type='html'>Certo, admito, o que estiver faltando em casa eu procuro na rua, invariavelmente. Admito essa vilania, sou um canalha, mas deixo isso bem claro desde o princípio a quem interessar possa. Por exemplo, se eu não receber atenção vou procurar chamar atenção fora de casa. Sim, um menino mimado. Mas quem, hoje em dia na minha casta, não o é? Temos um sistema de castas que só difere no indiano pelo fato de nesse nosso particular ser possível ascender com muito esforço, determinação e um bocado de sorte , é claro. Há também castas hereditárias, mas isso é um outro assunto. Explicado esse conceito canalha de castas seguimos adiante. Tá bom, discorde , bata no peito e diga que você nunca foi mimado. Que você nunca recebeu uma recompensa , não por merecimento, mas por amor, carinho, convenção. Quantas vezes você realmente mereceu todos aqueles presentes que papai Noel te deu? Bom... eu e papai Noel nunca fomos grandes amigos mas ainda assim não me excluo. Mas voltando ao assunto. O que fazer com essa informação? Amor é um alien que vc inventa e que se alimenta de si. Caso esse mecanismo de retroalimentação falte em algum momento ele passa a se alimentar do outro. (E no outro buscamos todos as mesmas coisas sendo diferentes apenas a embalagem.) Falha em dar amor quem não está amando. Não existem problemas exteriores que te façam esfriar, ficar distante, perder o interesse. Porque se você parar pra pensar tudo o que você ama é prioridade na sua vida. Então se a televisão ou a internet andam muito mais interessantes  pode escolher um outro nome pra isso que está segurando o casal, porque não é amor. Não existiu nem uma vez em que eu buscasse fora alguma coisa que eu tivesse em casa, e, também afirmo que todas as vezes que isso aconteceu, o que estava claro é que a casa já não produzia mais os frutos desejados.  Somos todos grandes nós. Por mais descomplicado que você pense que você possa ser , saiba que somos todos dificílimos. A gente se compreende porque a gente se conhece . Sabemos todos os nossos mecanismos  mas o outro não sabe.  E ao invés de tornamos o outro próximo, deixamos o outro cada vez mais outro, e esquecemos que no cerne somos todos muito próximos.  Nos achamos claros como água porque nos inventamos a nós mesmos interpretando referências. Diga mais uma vez eu não  sou assim e pode parar de seguir o texto daqui porque a coisa só piora. Todo mundo quer um jardim lindo. Ficamos combinados assim, se alguém tiver vontade de comprar a casa do vizinho a melhor coisa a fazer é liberar a venda da casa anterior. Mesmo que você nem compre a casa do vizinho. Não vai demorar muito pra você se interessar por gramado mais distantes. Bom, talvez você tenha pensado em sexo. Nesse tipo de traição, que é a mais desimportante de todas.  Existem muito mais coisas que podem faltar na casa além do fruto proibido. Mas admito que é dele que eu preciso  pra manter acesa a chama. E nem estou falando de quantidades, acrobacias,  pirotecnias. Eu to falando de um sexo que só quem já amou conhece. O sexo que é melhor que chocolate. E que só é assim pelo fato de que vc confia que o outro não vai deixar você cair. Mas quando alguma coisa acontece nesse equilíbrio delicadíssimo do amor dá pra sentir.  É tátil. E se for  pra ter sexo só por ser sexo melhor agradecer à audiência,  levantar a lona  e procurar outro lugar pra montar o picadeiro. Não tem volta. É seco. Mas é assim. Amor e desejo vivem muito longe e muito perto .Entender isso é bem complicado, mas é fácil, demais,  saber quando eles estão agindo em dupla. Não se engane, todo mundo sabe o que eu sei. E eu sei em mim e em você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-8965358096102079735?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/8965358096102079735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/04/sobre-sexo-amor-e-chocolate.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8965358096102079735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8965358096102079735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/04/sobre-sexo-amor-e-chocolate.html' title='sobre sexo, amor e chocolate'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-129631373567303953</id><published>2010-04-21T18:08:00.000-03:00</published><updated>2010-04-21T18:08:25.616-03:00</updated><title type='text'>Um whiskey antes da balada</title><content type='html'>Não se preocupe não, meu bem. Não é nada demais. Eu só estou um pouco cansada mesmo. O discurso do mundo continua tão século vinte, e a gente sendo empurrada para o vinte e um desde que nasceu. Fica difícil não se cansar. Nada muda, nunca. O cardeal vem dizer que a pedofilia é coisa de veado, a esquerda vira situação e quer censurar a imprensa, o que importa no pros outros ainda é a sua reputação ilibada. E foda-se que você não se importe de trabalhar feito uma vaca 24 horas 7 dias na semana. Vão reparar mesmo é em quantos Jacks você entornou na noite da véspera da sua folga e querer saber pra quantos você deu, mesmo que nem você  tenha a conta. E vem me falar em modernidade?  Imagina, teoria da conspiração. Se houvesse mesmo uma teoria da conspiração deixaria o mundo  um poço mais divertido, olha o ato falho... poço... é um buraco mesmo isso aqui. Sem graça, cheio de gente uó e mais um monte de escrotidõezinhas que nem vale a pena contar. Claro que não é todo mundo de todo mau. Mas se você nivelar... Se tivesse mesmo um Deus no alto olhando tudo ele já tinha feito um estrago nisso daqui, já tinha chovido fogo e enxofre em cima dessa merda. A menos que ele tenha um quê de sadismo e ache maneiro as criancinhas na África, as meninas na China, alguém com o cú cheio de bomba explodindo em um mercado. É cada um por si, meu bem. E não se pode mais confiar em nada. A superficialidade é a tônica dos relacionamentos. Me peça dinheiro , mas não me peça intimidade, aliás, não me peça nada, me dê... Me dê tudo o que você tiver. Me dê seu tempo, seu amor, sua dedicação, me dê seus sonhos. Enquanto estiver tudo divertido farei parte deles, na hora que eu me cansar é tchau e bença. Coloco tudo que você me deu no lixo e vou em frente. E é assim, meu bem. É assim que funciona. Nem amor em novela é mais bonito. Nem vilão de novela é mais confiável, eles se regeneram por causa da audiência. A mocinha bonitinha que não é atriz não tá agradando no papel de vilã. Ela se apaixona, sofre um pouco pra purgar os erros e se casa e é feliz pra sempre. Foi um padre quem me disse. A vida não é justa minha filha. Não, realmente ela não. A vida é uma luta desgraçada onde nem sempre os bons vencem. Quanto mais se globaliza, mais individualista fica. E você acha que eu vou me importar? Não. Vou seguir em frente. Penso na Scarlet O’hara e digo: I’ll never be hungry again... Quem me dera. Meu coração não é desses. Mas eu queria. Queria ser má, aliás, nem ser má. Queria mesmo não me importar, não ligar pra nada que não fosse eu mesma. Mas no fundo eu não consigo acreditar que essas pessoas são felizes. Não tem como. E a gente vê nos olhos tristes dessa gente que nunca vai encontrar aquilo que quer pelo simples fato de na verdade não quererem o que pensam que querem.  Querer aquilo que viram na mídia... Odeio essa palavra...  É um buraco negro pras almas. Ditando aquilo que você deve ser, desde os seus comportamentos, até as formas do seu corpo , passando pelas suas vontades, seus sonhos, seus sentimentos. Essa coisa que o homem construiu pro século XXI é muito estranha mesmo. Vejo gente chorando pelas vítimas do terremoto no Haiti e cagando prum amigo que tá do lado precisando de um abraço. Podiam criar logo o celular com teletransporte. Isso seria útil. Isso me aliviaria um pouco. Mas enquanto ele não chega vamos tomar mais um whiskey? Seu copo tá vazio já! Agora me conta. Me conta tudo. Quero saber de você. Existe qualquer coisa de novo sob o sol que eu não esteja sabendo? Qualquer notícia que me descanse me interessa. Qualquer coisa que me deixe com vontade de ver o dia nascer de novo e de novo e de novo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-129631373567303953?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/129631373567303953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/04/um-whiskey-antes-da-balada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/129631373567303953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/129631373567303953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/04/um-whiskey-antes-da-balada.html' title='Um whiskey antes da balada'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-4936000017344386535</id><published>2010-04-12T21:59:00.000-03:00</published><updated>2010-04-12T21:59:12.733-03:00</updated><title type='text'>A triste e sofrida história do imbecil que se apaixonou por uma vaca sem coração</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E fui andando pela rua vazia, o rosto latejando, o sangue pingando do meu nariz, a camisa coberta de sangue, o lábio inchado, cortado , sangrando também e nada disso doía tanto quanto a sua falta de lealdade, porque mil vezes você tivesse trepado com o Brasil e me tivesse sido leal, do que me sendo fiel tenha tido casos, seus, platônicos, com tantos quantos não posso precisar. A avenida vazia, os taxis não paravam, quem pararia prum sujeito com a cara quebrada, sujo de sangue, com um olhar apavorado, andando sem rumo como quem não acredita no abismo aberto diante de si. Além da humilhação, da vergonha de ter sido seu, de ter te apresentado a pessoas, de ter discordado de quem dizia que você não valia nada, além disso um grande sentimento de vazio insuportável, um silêncio seco no fundo da alma com cheiro metálico, &amp;nbsp;o medo de que essa sensação demorasse muito a passar, de que essa sensação não passasse jamais, a certeza de que não seria possível , jamais, ter aquela parte de mim que eu gostava tanto. O que morreu em mim ainda agonizando, me olhando nos olhos e me dizendo a: A culpa é sua! Eu me acusando a mim mesmo da merda do seu descuido, da sua falta de classe, de delicadeza, de ética, de qualquer nobreza que se possa atribuir a uma pessoa. Acordado por um soco bem dado na cara. Acordado pra ver sua verdadeira fuça, sua cara má, a única que você tem. O sangue pingando na minha roupa, o gosto de sangue na boca, o enjôo que me causava o sangue no estômago vazio , nada se comparava à náusea que a lembrança do seu gosto , do seu cheiro me causavam, a vergonha de ter tirado a minha roupa pra você , de ter dito eu te amo, de ter gemido e gritado de prazer, de ter eu mesmo aberto todos os meus desvãos, minhas gavetas, minhas janelas, ter te mostrado cada canto secreto, ter te deixado passear no meu palácio, ruído, incendiado, queimado, demolido por você, de propósito, por você de maldade, por você. Você é um monstro, um demônio, uma desgraça ambulante. Um erro travestido de gente. Uma doença. Um câncer. Uma catástrofe. Você é a ausência da poesia. A ausência da luz. A ausência do bem. Você é a coisa mais infeliz que pode acontecer a alguém. Lhe falta humanidade, lhe falta brio, lhe falta coragem, lhe falta graça. Você é a ausência total da graça. Em que buraco, em que cegueira eu me encontrava pra ter-te aceitado como luz? Em que condição eu estava pra ter te estendido a mão e te falado vem comigo?E ter te dito me leva agora que eu estou fraco demais pra caminhar? De onde eu tirei a infeliz idéia de acreditar em você, de confiar em você? Mas pago meus erros, andando agora nessa avenida aparentemente sem fim, essa reta vazia onde num para um taxi, deixando um rastro de sangue pela calçada. Bem cafona, bem a sua cara, bem a cara do seu mundinho perfeito, de pessoas perfeitas, de gente educada, careta e pobre de alma. E me dizem , mas que sorte que se revelou assim tão rápido, quando tratado no início o prognóstico é favorável. Não, não tive sorte nenhuma. Tive azar, profundo azar de te encontrar, profundo azar e burrice. Sim , admito fui burro. Burro. Um idiota. Uma besta&amp;nbsp; mesmo. Mas eu não quero que você morra. Quero que viva. Viva muito. Viva bem. Viva feliz. Viva com medo. Porque um dia, você pode escrever isso, anota aí numa das suas listinhas da sua vidinha mediocremente organizada, um dia quando você menos tiver esperando tudo vai começar assim, uma sombra vai encobrir sua janela, e daí, meu bem, nada será como antes e você vai se lembrar de mim, e quando esse dia chegar &amp;nbsp;onde quer que eu esteja eu sei que eu vou sorrir como que invadido por uma súbita alegria e vou erguer um brinde, porque eu sei que você não tem culhões pra dar conta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-4936000017344386535?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/4936000017344386535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/04/triste-e-sofrida-historia-do-imbecil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4936000017344386535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4936000017344386535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/04/triste-e-sofrida-historia-do-imbecil.html' title='A triste e sofrida história do imbecil que se apaixonou por uma vaca sem coração'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-8614591931771675574</id><published>2010-04-01T05:33:00.000-03:00</published><updated>2010-04-01T05:33:48.295-03:00</updated><title type='text'>Uma cadela.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade é dor que dói doída.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dói doida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Doido de saudade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Tambor no corpo todo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dói na boca, dói nos braços, na boca do estômago.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dói do fundo pro raso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Chega aos olhos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade é dor&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que escorre.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Que vaza.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade é dor que mancha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade incomoda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade provoca.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade zomba.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não tem hora.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Não tem razão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não tem vergonha, nem moral e nem princípios.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não respeita gostos, acordos nem pactos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não obedece.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não tem descanso, não tem paradeiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;O que ela tem são íris vermelhas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não tem tempo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não tem clima.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;No quente, no frio, na chuva ou na seca lateja.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade é descompassada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não tem ritmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Não tem auge.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Não tem apoteose.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade atravessa. Saudade atrasa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade sacaneia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade mente, engana. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;/span&gt;Saudade é traiçoeira.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade é disfarçada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não tem &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;destino.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Deságua no lago de &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;onde veio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não tem par. Saudade é sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade nova ou velha, ela não enruga, não perde os cabelos, não dobra a coluna.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade não tem varizes. Não tem fraquezas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Não perdoa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não mata. Olha , uma coisa boa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não tem educação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Não telefona antes de chegar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não tem conselhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade é ignorante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade transforma o dia. Transforma a casa, a rua.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Inverte o giro da terra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade desterra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não tem sossego. Não tem cura. Não morre.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade não tem lugar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Não tem coberta que aqueça, casaco de pele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade anda nua quando chove.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Acende fogueira em janeiro, na praia, de dia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não se vexa. Saudade é um fantasma do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não é fantasia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade incomoda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade te faz rir de coisa sem graça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade tem efeito de cachaça.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tonteia. Mistura a idéia .&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade faz mel que cola.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Que quase nunca é doce.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade amortece.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dá cansaço.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade tem dias que chega cedo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não diz quando parte.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade às vezes faz surpresa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vem pras festas. Vem pras datas. Vem pras insônias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Saudade cisma em ser várias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade te faz de otário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade te faz se arrumar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cortar cabelo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade te faz esperar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade te ilude.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade reclama. Tem vontade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Tem vez que não sabe o que quer. Mas saudade pede.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade repete.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade se tranca.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade vai pra balada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade bebe.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Bebeu, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;fodeu. Saudade bêbada não pode ver celular.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade sabe telefonar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade usa internet.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Já falei, faz cagada e depois repete.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade vai a restaurante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade anda de ônibus, de avião, de bonde.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;/span&gt;Se&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;tentar se livra dela ela se esconde.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E volta num cheiro que passou na janela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Num tom de azul.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Num eco que só existe no oco da sua cabeça.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade zomba, saudade arromba.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tem muitos talentos, muitas possibilidades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tem vezes que vira saudades. Aí são muitas correndo nos seus átrios.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade do que foi, saudade do que nunca veio, saudade do que ainda vem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É tinhosa essa saudade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;/span&gt;Saudade não desanima.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade infesta. Contamina.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Te faz escrever bobagem. Rima na prosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Poema sem&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;verso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade é todo um universo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E eu rimando pra ela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade cadela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas tudo bem. Senta aí, minha filha, daqui a pouco você passa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quer dizer, você cochila.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Saudade me faz querer ser estrangeiro, falar outro idioma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Todo o mundo sente falta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;A gente sente saudade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-8614591931771675574?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/8614591931771675574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/04/uma-cadela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8614591931771675574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8614591931771675574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/04/uma-cadela.html' title='Uma cadela.'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-6600969117649554488</id><published>2010-03-31T04:34:00.000-03:00</published><updated>2010-03-31T04:34:25.434-03:00</updated><title type='text'>e do tamanho de um punho fechado</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;As primeiras cores apareciam&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e um vento seco chegava anunciando o sol que lentamente rebentava &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;no horizonte,clareando a paisagem sem cor. Tudo pálido, rachado. Restos de coisas retorcidas, congeladas num último esticar-se &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;em busca de alguma alento. Um galho como um braço desprendido do corpo se arrastava, dedos crispados erguidos pro céu. Só o que se movia era o vento, e por ele as coisas mortas e &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;poeira dançavam como fantasmas. Uma paisagem onde só&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;solidão era forte e firme. Sem canto das folhas, sem magia. Era só mais uma vez o céu limpo e o ocre desbotado da terra até onde a vista alcançava. Tudo tinha absolutamente a mesma cor. Tudo tinha absolutamente o mesmo gosto. Tudo era absolutamente a mesma coisa. Todas as formas fundidas, todas as matérias unificadas, todas as cascas endurecidas. Tudo era calo. Tudo era duro. E tudo mais cedo ou tarde virava pó. Se dissolvendo no vento. Crepitando sob o sol. Se desfazendo, se desunindo, desconectando. Ossos, madeira e terra. A construção parecia fundida ao chão derretendo e por ele se dispersando.Feitos da mesma matéria foi a primeira a se uniformizar dando sinal daquilo que viria. Nem mais o cheiro de morte havia no ar. Um ar que parecia duro, que era com custo que se o respirava. Que tinha o gosto da terra, da casa, das plantas, dos ossos. A língua dentro da boca como um torrão dessa mesma terra que um dia foi barro que fez a casa, que fez o poço que não passava de uma lembrança, como uma concha que se cata numa praia pra um dia se lembrar que vira o mar. Havia dias tentara uma vez mais. Sonhara com água e fora até o poço ainda de noite e nada. Como partir? Com que forças andar e pra onde? Com que esperança? Como andar? Era dia e esconder-se do sol era a lei. Rezar pra que ele fosse logo embora, rezar pra que a chuva caísse, rezar já sem muita esperança, a não ser aquela que quer existir por capricho . Era essa noite que deveria partir? Ou era essa noite que chegaria ajuda? A única coisa que cai do céu é água, lembrou o avô, o velho xucro e seco, o resto, tem-se que fazer aparecer. A única coisa de que precisava agora era água. Se tivesse água poderia fazer tudo aparecer. Se tivesse água poderia remendar as paredes. Poderia começar um roçado. Poderia ter então galinhas. Poderia quem sabe uma vaca. E sorriu banguela à lembrança de um copo de leite, E se encolheu no canto inteiro que restava das paredes. E se resignou a esperar que o sol partisse. E partiria com o sol? Pra onde? Pra que lado? Onde estavam as coisas? Onde estava a água? E teria forças, mesmo se soubesse que rumo tomar, teria forças pra caminhar além da cerca?Quanto teria que andar? E para onde? E por que esperara? Porque não partira ainda? Por que esperança? Pra que? Era preciso esperar o sol baixar. Com um pouco de sorte encontraria algum bicho. Beberia com prazer agora o sangue de qualquer bicho que cruzasse o seu caminho. Os valores todos mudados. A moral da necessidade. Os pudores da sobrevivência tão diferentes . O sangue de um cachorro lhe parecia apetitoso aos lábios e mesmo o seu estômago pediu por ele. Quis dormir e sonhar que sugava o sangue de um cão. Quis dormir mas teve medo. Era hoje, era preciso partir. Ficar e morrer, partir e morrer. Morrer era o certo. Ficar ou partir pareciam determinar somente o onde o corpo tombaria como um tronco de madeira. Mas a esperança de no caminho encontrar o tal cachorro, ou um lagarto, ou o que fosse. Devia ouvir essa fada também já ocre como todo o resto? Não fora ela que o convencera a ficar, com a esperança de que viria do céu a sua água. Não seria só mais uma armadilha dessa fada? Esquentava mais. Quis chorar. E pensou que chorar seria bom. Poderia lamber as lágrimas que desceriam pelo rosto. Quis chorar muito. Quis chorar com uma intensidade até então desconhecida. Mas dentro era ocre também. Não haveria lagrimas, com um pouco de sorte hoje mijaria e mais uma vez beberia o próprio mijo. Comeria as próprias fezes e daí teria forças pra se levantar depois do sol partir e fugir dessa fada desafiando a todos os sortilégios por ela jogados. Já não cria mais em nada. Queria mijar, queria querer mijar. Reparou que também ficara ocre. Reparou que também virava terra. Era hora de partir. Era hora de sair dali, mas pra onde? &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Pra que lado? Precisa ter um plano. Precisava ter um rumo. Seguiria o ponto onde o sol se esconde, assim ele demoraria mais para voltar no dia seguinte, perseguiria a noite e em algum momento encontraria orvalho, e lamberia as pedras &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e seria tão bom. Levaria só o corpo, os panos que lhe cobriam. Mais nada pra carregar consigo. Mais nada. Estava decidido. Nessa noite partiria, perseguiria a noite. A algum lugar ela o levaria. E encontraria um lugar pra se esconder do sol no dia seguinte. Mas onde? Onde se protegeria&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;do sol no dia seguinte? Precisava saber onde se protegeria do sol no dia seguinte. Não, não precisava. E era só de água que precisava pra fazer todo o resto aparecer. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;E água é a única coisa que cai do céu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-6600969117649554488?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/6600969117649554488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/03/e-do-tamanho-de-um-punho-fechado.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6600969117649554488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6600969117649554488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/03/e-do-tamanho-de-um-punho-fechado.html' title='e do tamanho de um punho fechado'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-7386010191388377953</id><published>2010-02-11T15:16:00.001-02:00</published><updated>2010-02-11T15:16:13.415-02:00</updated><title type='text'>Uma outra epifania</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Acendi a luz da cozinha, luz branca, fria, e me lembrei de você reclamando da feiúra que ela dava aos ambientes. Reclamando da tristeza que ela trazia. Mas não consegui me lembrar a que local exatamente você a comparava. Se um hospital, uma farmácia, não me lembro. Mas me lembrei de outras sensibilidades que você me despertou quanto às cores, texturas, gostos, e que nunca mais vou poder separá-los, você e os queijos azuis.&amp;nbsp; À quanta coisa eu nunca tinha prestado atenção, e hoje, deparando-me com uma foto sua descrita em 1938, em folhas amareladas do livro apanhado na biblioteca me percebo, enfim, sem a ofuscação das luzes fortes dos fogos e da manhã nascente o quanto foi importante. O quanto foi necessário, o quanto foi descuidado, o quanto fui imbecil. Acho que a melhor palavra ao invés de imbecil seria ignorante, ou talvez ainda descuidado. Mas como se ter cuidado com aquilo sobre o que se ignora? E com essa frase me obrigo a perdoar mais dois ou quatro na minha vida. Será isso? Só podemos perdoar aquilo que já perdoamos em nós mesmos? Só podemos aceitar nos outros aquilo que em nós mesmos foi aceito? É preciso coragem para olhar-se de frente no espelho sob essa luz fria que você odeia, e aceitar o erros, os descuidos e o pior ainda, aceitar que os cometam contra a gente ,pois automaticamente todas as desculpas que pudermos usar pra nós mesmos serão usadas para os outros e se todo mundo soubesse o que vai na cabeça de cada um possivelmente estaríamos isolados em solitárias, guardados do convívio humano para sempre. Nós que somos homens e que nos suportamos por uma tênue linha que quando rompida causa desconforto a todos, apenas por nos lembrar o quanto somos frágeis e o quanto estamos expostos, e o quanto a vida vale.&amp;nbsp; É estranha essa posição entre a juventude e a velhice. &amp;nbsp;E não faz muito sentido no século XXI. As idades estão perdidas no tempo ou sou eu que estou perdido no tempo. A juventude estranha se formou sob os nossos olhos e não percebemos que criávamos monstros sem alma ou foi a dádiva do século da ciência a secagem das almas que antes acompanhavam as vontades &amp;nbsp;e os instintos na consciência que se chama homem. Por que com tanto desenvolvimento tecnológico alguma coisa se perdeu? O que é que falta nessa massa que se levanta sem ídolos relevantes e ícones descartáveis como a cultura pop? A sucessão de dançarinas rebolativas içadas à posição de grandes artistas num mundo que já conheceu grandes artistas? Pra onde foram os grandes artistas? Pra onde foi a arte? Que caminhos ela tomou? Será que estamos perto demais para obsevá-la crescendo? Sobrepondo-se sobre essa gente entorpecida ou não e interessada quase que exclusivamente no consumo? Será o consumo a expressão artística do século? A grande arte do século é saber fazer-se consumir?&amp;nbsp; O grande ideal artístico de hoje será consuma-me? E tudo isso me vem do simples gesto de apertar um interruptor e ver a cozinha encher-se da luz branca que você odeia. Muitas questões, muitas questões e qual a real relevância delas? A quem interessa? Será que era isso mesmo que Duchamps queria com o seu protesto, sua, realmente, artística, inspirada, brincadeira? Será que ele sabia as conseqüências que isso teria sobre o mundo onde as pessoas não são levadas a refletir? Onde a maioria das pessoas deve viver sem pensar para que funcionem como massa de manobra? Será que isso interessa a alguém? Ou o melhor que faço é calar-me e tornar-me consumível?... E tudo isso me vem do simples gesto de apertar um interruptor e ver a cozinha encher-se da luz branca que você odeia. Que haja pelo menos um&amp;nbsp; você pra cada eu. Pra que eu possa perceber que a luz feia e branca, e fria, que me empurra o mundo está muito aquém das possibilidades de iluminar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-7386010191388377953?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/7386010191388377953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/02/uma-outra-epifania.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/7386010191388377953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/7386010191388377953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/02/uma-outra-epifania.html' title='Uma outra epifania'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-173458688610139664</id><published>2010-01-14T12:06:00.000-02:00</published><updated>2010-01-14T12:06:24.434-02:00</updated><title type='text'>Um sentimento manco</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Coisa mais estranha é sentir saudade. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Que sentimento esquisito. Sentir falta de... Parece um amor manco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E quando elas se misturam e você nem sabe mais do que está sentindo falta? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tem saudade gostosa de sentir. A gente lembra das coisas e vem um sorriso e como era bom. Tem saudade que é ruim. Não tem função a não ser doer. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Fazer vontade que passe. E não passa. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tem saudade que é mentirosa. A maioria. Chega assim, querendo te convencer de que aquilo te faz falta e a gente sabe que não faz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;É complexo o assunto. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;É um sentimento injusto, a saudade, porque não tem cura. Não tem remédio. Só se distrair pra esperar &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;passar. Porque quantas vezes a gente vai, encontra, visita a casa, e ela continua lá, no máximo ela dorme. Doida pra acordar de novo. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Então você sabe que ela só existe pra te incomodar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saudade não mata. Pensar o contrário &amp;nbsp;é bobagem. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ela inferniza. Faz maldade. Acaba com um dia inteiro. Faz o estrago que a gente deixar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E não é tudo assim no mundo do sentir? Os estragos e as benfeitorias são do tamanho que a gente deixa ser. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Fosse eu mais esperto não te deixava me estragar &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;tanto, Saudade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fosse eu mais esperto nem te deixava nascer. Fosse eu mais esperto... &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;E já estou rindo de mim. E já decido ficar mais esperto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Do que é que eu sinto falta? Não tem nome de gente, nem de lugar... Talvez nome de coisa... Ah, sei lá... Só não me atrapalhe o dia, Saudade, que eu to cheio de coisas sérias pra resolver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-173458688610139664?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/173458688610139664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/01/um-sentimento-manco.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/173458688610139664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/173458688610139664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/01/um-sentimento-manco.html' title='Um sentimento manco'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-8269839172157398206</id><published>2010-01-09T15:39:00.001-02:00</published><updated>2010-01-09T15:39:50.735-02:00</updated><title type='text'>For the time being</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estava conversando&amp;nbsp; com um amigo esses dias, ele tem 20 anos.&amp;nbsp; Ele me contava das suas preocupações e aflições com as coisas. Coisas essas que já me preocuparam e me afligiram, mas que hoje eu sei que não tem, lá, grandes importâncias. &amp;nbsp;Senti saudades da vida quando as minhas preocupações eram essas, e, a grande maioria delas, se não todas, se resolveriam quando chegassem as férias de dezembro. E então ele começou a me explicar conceitos de coisas seríssimas como a vida, a arte, o amor. Coisas que ele aprendeu, que ele entendeu. As coisas como elas são. Aí eu achei graça. Cheguei mesmo a rir, sem que ele notasse, claro, porque quando eu tinha 20 anos, e nem faz tanto tempo assim, eu seria capaz de voar no pescoço de alguém que se atrevesse a rir das minhas certezas. Foi então que me ocorreu que amadurecer é encher-se de dúvidas. É ver cair por terra os grandes conceitos, os grandes entendimentos. E deixar de se importar se o seu interlocutor compartilha das mesmas idéias que você. É encontrar a serenidade no não sei. Entender que as coisas mudam, que os conceitos se alteram e o que fazia sentido há quinze minutos , de repente, se torna outra coisa com a mudança da incidência de luz. É ter a liberdade de saber que tudo é dinâmico. Aceitar que, mesmo, os gostos se alteram. Até em relação às comidas, às cores, às roupas. Tem algum tempo eu notei que listas de favoritos não fazem sentido para mim. Prato preferido? Não sei, gosto tanto de tanta coisa e não há nada que eu não trocasse por outra coisa se fosse essa a minha vontade no dia. Amo churrasco, acho uma delícia, mas no dia que eu estiver morrendo de vontade de comer uma lasanha de berinjela, esperando por ela , uma picanha pode ser uma experiência frustrante. Qual sua cor favorita? Essa é uma pergunta que eu acho bastante idiota e tenho vontade de responder, pra que? Porque eu amo laranja, mas não gostaria que as paredes do meu quarto fossem pintadas dessa cor e hoje não usaria uma camisa cor de abóbora pra nada, a não ser que fosse um figurino. Quem é a mais bonita, ou o mais bonito? Não sei. Existe um nível de beleza onde esse tipo de discussão se torna inútil.&amp;nbsp; Você pode se sentir mais atraído por um e por outro, e atração física não segue lei, é uma resposta a um instinto. Acho que daí vem os gostos. Do instinto. Uma coisa que eu acredito, faz tempo, e vou continuar acreditando até que essa idéia mude ou seja esquecida é &amp;nbsp;a seguinte : se eu tenho vontade muito grande de comer alguma coisa é porque de alguma maneira meu organismo precisa de algo que ele encontrará lá. Isso pra mim é quase uma superstição. Talvez seja isso também uma experiência de amadurecimento. Saber usar seus instintos, desenvolvidos pelos anos de observação e prática de coisas ao longo da vida. Já tive muitas certezas absolutas. Hoje não tenho mais nenhuma. Acredito que, de certa maneira, a verdade é um conceito tão abstrato quanto o tempo. Tem a sua função no funcionamento das coisas, mas de fato sua existência está atrelada a outras coisas e se tudo muda porque ela se manteria constante. Há quem afirme que até o tempo mudou, que hoje ele passa mais rápido. Eu desconfio que não. Mas não vou discutir com ninguém por isso. Aprendi que discutir pra sustentar uma opinião, é também, uma grande perda de tempo. Melhor é ouvir as opiniões e ver o que se pode aproveitar delas. Manter-se sereno e ter dentro de si aquilo que pra você é real. Não quero parecer leviano em dizer que não tenho opinião em nada, nem que há coisas pelas quais não tenhamos que lutar. Mas saber quais as lutas precisam ser travadas é o que importa. E no mais sorrir. Fazer uma cara de surpresa e concordar com um: pode ser que você esteja certo. Hoje eu penso assim e sigo tranqüilo, acreditando que enquanto a pele desaba a consciência se expande. Que seja assim. E que a vida seja boa, em paz, sem ter obrigação de provar nada para ninguém. Sem ter que saber de tudo. Sem ter que entender tudo. Manter a alma cada vez mais ávida, cada vez mais aberta, cada vez mais capaz de absorver o que de novo vier pelo caminho.Se fechar numa idéia é encurtar o horizonte. Quero horizontes infinitos. Pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-8269839172157398206?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/8269839172157398206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/01/for-time-being.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8269839172157398206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8269839172157398206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/01/for-time-being.html' title='For the time being'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-2800761324539362553</id><published>2010-01-03T04:06:00.000-02:00</published><updated>2010-01-03T04:06:21.221-02:00</updated><title type='text'>Novo em folha</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Começou o ano novo, o calendário virou e eu acho um tanto bonito dizer os anos 10, estamos nos anos 10 do século 21. Penso que em 80 anos as pessoas falarão dos Anos 10. Me vem a voz de uma professora de história falando numa sala de aula, ou qualquer coisa que o valha: Nos anos 10 do nosso século... Dá um certo ar vintage pra esses dias. Acho legal, acho bonito, acho interessante. Tomara que haja uma recuperação da graça, do glamour, da beleza, da arte... Mas aí me ocorre que a Beyoncé é o grande sucesso e subitamente me desanimo. Mas o ano está começando e ainda dá tempo pra salvar a década.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O ano começou e eu mandei um texto pra várias pessoas que eu gosto, e, na sequência fui atacado por um sentimento de culpa porque o texto não era meu e a maioria das pessoas me escreveu de volta me parabenizando pelo texto. Não foi minha intenção me apoderar dele, é um texto da Mafalda, que eu dei uma micro adaptada, lindo. Bom... Primeiro mea culpa do ano. O texto não é meu. Vocês que foram da leva do e-mail sem o crédito me perdoem, e, por favor, não deixem de me amar por isso. Um amigo ao ser avisado me respondeu dizendo que veria o que pode fazer por mim, quanto a deixar de me amar ou não.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Fora isso, bem, meu réveillon foi muito atípico. Pela primeira vez, em muitos anos, tantos que eu nem sei precisar, entrei sóbrio num ano novo. Completamente sóbrio. Vi o ano virar careta. Totalmente careta. Se atrair coisas boas continuarei assim, se não der nenhum resultado visível, ano que vem bebo do jeito que sempre fiz. Não tinha planejado isso, não que tinha sido uma resolução, só resolvi que ia ficar em casa com meus pais e qual é o propósito de beber com o pai e a mãe... Nenhum. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Espero que seja um ano produtivo, cheio de trabalho remunerado, remunerado eu disse, eu disse remunerado, que eu consiga economizar algum e que a vida seja doce. Super afim de um pouco de paz e alegria pra mim também. Quanto ao amor, não vou procurar, se ele quiser que me encontre. Passei anos atrás dessa pérola e veja você , a busca me&amp;nbsp; levou a lugar nenhum. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Então surge um balanço. Não encontrei o amor definitivo, não sou um sucesso na minha carreira, aliás, nem tenho uma carreira, fiz e faço tanta coisa e todas tão diferentes que sofro um profundo constrangimento ao preencher qualquer ficha quando me perguntam profissão. Acho que é um bom objetivo pra 2010. Definir uma carreira. Vou escolher a que pagar melhor, e tenho dito. Mas isso tudo eu to escrevendo porque eu quero dizer que apesar disso eu não estou deprimido, querendo chorar, arrancar os cabelos e a barba. É só arregaçar a mangas e ver de onde se parte para construir alguma coisa nova. E é assim que eu to agora. Vendo onde eu coloco meu pé pra dar o primeiro passo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que é bom de se amadurecer um pouco é que as coisas vão perdendo a importância gradativamente, acho que o sentimento imperativo da velhice deve ser bem &lt;i&gt;nonchalant.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;Outra resolução de ano novo, acho que eu sou o único a resolver depois que o ano começa. Quero deixar ligada a tecla CAGUEI, acabo de me dar conta. Muito mais poderosa que o FODA-SE. O FODA-SE determina que vc deseje alguma coisa de ruim porque vc está desejando que a coisa, a pessoa em questão se dane, implica em sentir raiva. O CAGUEI não. Te liberta de qualquer relação com o fato, pessoa que te incomoda. Me lembrei do Amir Haddad, é melhor uma diarréia a uma prisão de ventre. Ótimo. A tecla CAGUEI estará on. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Bom, acho que basta de resoluções que eu não sou babaca de ficar aqui, ah, vou parar de fumar, vou ser mais legal, vou sei lá o que. Claro que eu sei que o cigarro só faz mal, que fede e blábláblá whiskas sachet. A respeito disso, preconceito contra fumante é uma palhaçada dessa gente politicamente correta de merda que vive se escondendo num mundinho cuzão de ser estampa de evento. Você que tem preconceito de fumante... Caguei que você não gosta do cheiro, mesmo, porque você só ta agindo assim porque é politicamente correto, não é porque você tem uma opinião formada, quem tem opinião formada não tem ódio de quem tem opinião contrária. Todo fundamentalista é atado mentalmente. Largo o cigarro quando eu puder.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;2010 começou. Quero definir uma carreira, quero juntar uma graninha, e, pro resto, caguei. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-2800761324539362553?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/2800761324539362553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/01/novo-em-folha.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/2800761324539362553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/2800761324539362553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2010/01/novo-em-folha.html' title='Novo em folha'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-6966318409960129355</id><published>2009-12-18T01:32:00.000-02:00</published><updated>2009-12-18T01:32:27.137-02:00</updated><title type='text'>Blame Mr. Wilde.</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saíram carregando, juntos, a escultura que encontraram , em uma pedreira, logo depois do portão da cidade. Era de porcelana muito fina, a imagem. A figura era grande e era bela. Podia ser de um anjo ou um cupido, ou o misto de anjo ou cupido, ou ainda, talvez, fosse um deus diferente. O que acontece é que a encontraram numa noite quando passavam &amp;nbsp;pela pedreira e tiveram a impressão de que iam ao mesmo lugar . Decidiram, depois de uma longa conversa, carregá-la. E saíram andando com o deus as mãos. No caminho &amp;nbsp;se conheciam, conversavam, riam, se divertiam, faziam planos para estátua que permanecia imóvel e risonha nas mãos dos dois .Ao longo da noite, o tamanho e o peso da estátua foi-se fazendo perceber. &amp;nbsp;E dava trabalho carregá-la. Tinham que andar num mesmo passo, tinham quase que respirar juntos. Olhavam-se nos olhos muitas vezes e tinham o propósito de levá-la até lá. O primeiro impasse surgiu, realmente, quando de repente percebeu-se que não haviam conversado sobre para onde iam. E era estranho carregarem, juntos, uma coisa delicada se não sabiam para onde estavam indo. E se não sabiam isso, então, para que carregá-la? Pousaram a estátua no chão. Um foi ao rio beber água, refrescar-se, o outro entrou na floresta pra caçar. O que foi ao rio conseguiu pegar alguns peixes, fazer fogo, esperou que o outro voltasse, mas com fome e cansado acabou por comer os peixes e adormeceu perto da fogueira. Ao acordar de manhã, notou vestígios da presença do outro enquanto dormia, mas como ele ali não estava olhava a estátua e a imaginava &amp;nbsp;o que faria dela. Talvez devesse tentar levá-la sozinho. Não sabia se seria possível, pois era grande e pesava. Tentou pegá-la, mas era desajeitada para levar. Realmente precisaria da ajuda do outro ou de alguém que passasse e se encantasse pela estátua, e entrassem e m acordo sobre para onde a levariam, como dividiriam os lucros (meio a meio deveria ser, sim, pois se a a levaram juntos). Deveria ter algum valor a estátua. Ou então se a abandonaria ali mesmo à margem do rio e alguém que passasse acompanhado a encontrasse e a a levasse, e ficou com ciúmes da estátua e ficou com raiva do outro que havia prometido que levaria com ele até o fim, mesmo que não soubesse a que fim iriam. E novamente anoiteceu, e nessa noite não houve peixes, mas tinha fogo e mais uma vez adormeceu. O impasse da espera se arrastou por alguns dias. E então, um dia sem muito dizer, o que tinha ido à mata chegou com restos de frutas presos&amp;nbsp; à barba e manchas de sangue na camisa. Conversaram um pouco. Decidiram pegá-la novamente para levara pela margem do rio aonde quer que ele desse, pois os rios em geral dão em cidades. Um pouco receoso o que aguardara à margem do rio perguntou mais uma vez se realmente seria uma boa idéia carregá-la visto que num primeiro momento sequer saberiam onde a levariam. O que foi à mata e voltara sujo de frutas e sangue disse: a levaremos onde quer que queira ir, mas vamos sem pressa, vamos levando. &amp;nbsp;Puseram mais uma vez a estátua nas mãos e saíram carregando. Dessa vez ela parecia mais pesada ainda. O que ficara no rio se sentia fraco e achava que o outro a deixava pender demais para o seu lado. O que fora à mata se queixava que o outro se empenhava demais nessa função e tinha seus olhos voltados sempre para a mata falando das frutas e animais que vira lá dentro. Foi então que o que ficara à margem disse, pois bem, se você não quer mais levá-la comigo, a pousamos aqui, damos por encerrado esse caso. Sem essa carga me movo mais rápido, chego mais cedo onde quero ir e embora não possa contar com o lucro que espero por ela receber, o adiantamento na viagem já é um lucro que me vale. O que eu não tinha antes e me foi posto nas mãos sem eu pedir, sem mesmo eu &amp;nbsp;querer, sem dúvidas não me fará falta. E você volta seu caminho para a floresta a descobrir &amp;nbsp;frutas e pássaros ou qualquer animal. Não me importa. Diz-me agora. Pousamos aqui a estátua. Deixamo-la aqui. Talvez estivesse, lá, abandonada, porque quem a levava antes também se enfadou. Também desistiu. É normal, não é vergonha. Anda, pomos agora a estátua no chão e cada um segue o seu caminho como era antes. Melhor para os dois. Assim não me atrasa e assim não te atrapalho. O que fora à mata, não sabemos explicar porque disse que não. Que levariam a estátua aonde quer que fosse que o outro determinasse e teriam os lucros esperados e era isso que faria. E era isso que se deveria fazer. E que sim, ele não mais penderia o peso todo pro outro lado e tomaria mais cuidado pois como estava do lado das árvores tinha a missão de protegê-la dos galhos que castigavam a estátua conforme caminhavam rumo a um a cidade que já podia ser avistada, um pouco mais abaixo, logo depois de uma curva leve que o rio fazia para a direita. Seguiram caminhando, agora com menos palavras e empenhados em levar a tal estátua que de repente parecia ter mudado de feição. Não sabemos dizer se pelo peso, pela jornada, pela mudança da luz. Parecia séria e também cansada. Talvez valesse menos do que pensava o que tinha ficado no rio, mas já que a carregara até ali melhor chegar&amp;nbsp; acidade e se tudo fora em vão a jornada havia de ter-lhe ensinado qualquer coisa. Foi então que uma coisa que o que no rio ficara não conseguiu ao certo identificar acertou em cheio o peito do que fora à floresta. Vinha da floresta e foi tão rápido que ele não pode ver o que fora lançado, nem de onde fora lançado, mas a reação do que fora à floresta foi de abandonar a estátua que o outro tentou ainda equilibrar, mas pelo peso e pela súbita perda de apoio foi ao chão espatifando-se em milhões de pedaços, quase que pulverizada pela queda. O que ficara no rio olhava incrédulo a estátua desfeita em segundos diante dos seus olhos, o que tinha ido à floresta correu mato adentro e não respondeu aos gritos do outro que o chamava, em parte querendo uma explicação, em parte preocupado com o que foi que acontecera. A explicação jamais viria. Mesmo o que saíra correndo não saberia explicar. Quando não se sabe aonde se quer ir não se deve oferecer companhia. Quando se sabe aonde se quer chegar deve-se filtrar&amp;nbsp; toda aproximação. O que ficou à margem do rio então entendeu a &amp;nbsp;que veio a estátua e seguiu até a cidade onde faria novos planos. E o que foi à floresta... &amp;nbsp;Bem... O que foi à floresta que se foda por lá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-6966318409960129355?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/6966318409960129355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/12/blame-mr-wilde.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6966318409960129355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6966318409960129355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/12/blame-mr-wilde.html' title='Blame Mr. Wilde.'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-2097218252738682799</id><published>2009-12-12T16:42:00.000-02:00</published><updated>2009-12-12T16:42:27.307-02:00</updated><title type='text'>Simples assim</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se conheceram por acaso. Em um site de relacionamentos. Ele tava passando por um momento difícil. Ela também. Os dois tiveram perdas traumáticas. No perfil dela ele pode perceber que ela sentia a falta de alguém. No perfil dele ela podia perceber que ele estava triste. Ele tinha visto a foto dela na página de um amigo e a tinha adicionado. Ela era bonita. Um pouco fora do padrão, mas alguma coisa naquela foto tinha chamado sua atenção. Ela achou ele bonito, sexy, com um sorriso tão charmoso.. Ela aceitou o convite. Ele não perdeu tempo quando a viu on-line.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ele – Oi! Td bem?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ela – Td!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ele – como é que ta o tempo aí?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ela – Vc mora onde?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eles moravam longe. E conversaram horas. Uma conversa cheia de simpatia e amenidades. E os olhos pregados na foto um do outro. Eles já tinham conhecido gente assim na internet. As fotos sempre mentiam muito. E se ele fosse fanho? E se ela tivesse a língua presa? Ele pediu o telefone dela no terceiro dia. Precisava ouvir sua voz. Ela passou o número meio com medo. Ele ligou na mesma hora. Tinha a voz macia, com o sotaque forte. Ela tinha a voz bonita. Um pouco diferente do que ela imaginava, mas bonita. Os dois ficaram muito aliviados de saberem que nenhum deles tinha problemas de fala. A conversa foi tímida, cheia de falas juntas, atropeladas. De quem ela sentia falta? Por que ele estava triste? Perguntas que guardaram. &amp;nbsp;Ela tinha que ir pruma reunião. Precisava desligar. Mais tarde se falaram de novo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Já era o quinto dia quando ela contou que sentia falta do Buarque, seu persa branco e suprimiu informações sobre Fernando, um outro gato. Ele contou que estava triste porque tinha perdido seu emprego, suprimiu informações sobre Aurélia, uma vaca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A conversa fluía e a distância só fazia aumentar a curiosidade. Ele em breve deveria ir à cidade dela, era lá que ele procurava emprego. Ela ansiava desesperadamente pelas férias. Tomara que ele chegasse antes. Um dia ela contou pra ele do seu irmão que se casaria com uma menina que conheceu na internet. Ele ficou empolgado e se lembrou de um amigo que ia casar na Espanha por causa da internet, mas não falou nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ela queria sexo e colo, ele queria sexo e colo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os gostos batiam, as idades batiam, as vontades batiam. Só não batiam o tempo e as cidades. E ela gostava de gatos e ele gostava de cães. E ele fumava e ela não. Mas ela &amp;nbsp;arriscou numa conversa: Quando a gente casar você pára. Ele disse que parar era um projeto. Mas que nesse exato momento não poderia realizar. Sabe como é a ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ela contou que cozinhava e que ia fazer um almoço pra ele. Ele contou que cozinhava e que queria fazer um jantar pra ela. Ela postava os cardápios no site de relacionamentos ele salivava em frente ao computador e a foto dela. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cada vez que falava com ela ele sentia mais vontade de arranjar logo esse trabalho e nem se lembrava da Aurélia, a vaca. Ela por sua vez se esquecia do Buarque e do Fernando, os gatos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A vida dela era toda esquematizada em cima da existência do Buarque, se sentia perdida. A vida dele era toda esquematizada em cima da Aurélia, se sentia perdido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A conversa seguia seu curso, cheia de seduções e desejos, hora escondidos hora ditos. Ela perdeu um pouco a vergonha e começou a falar coisas íntimas sem se dar conta do quanto se expunha. Queria conhecer esse homem. Ele ficava cada mais excitado com a exposição dela. Queria conhecer essa mulher.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Bem, quase um mês de internet e nada dele aparecer. Melhor dar sequência na vida, ela pensou. Bem, quase um mês de conversa e nada de sair esse emprego. Melhor dar sequência na vida ele pensou. As conversas foram se espaçando. De vez em quando elas fluíam como antes, mas foram se espaçando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um dia ela chegou do trabalho e tinha um e-mail dele. Estou na cidade. Vim pra uma entrevista, que dia você pode fazer aquele almoço pra mim? Ela já estava conversando com outros caras, mas a curiosidade fez com que ela respondesse quinta feira, traga o vinho. Ele &amp;nbsp;já estava conversando com outras mulheres mas a curiosidade fez ele mandar o e-mail.Queria conhecê-la. No dia do jantar ele estava nervoso, ela estava nervosa, os dois foram ao salão. Ele cortou cabelo, aparou a barba queria estar bonito. No caminho, enquanto comprava o vinho, colocou junto um pacote de camisinhas. A gente nunca sabe, né? Ela fez unhas e escova, queria estar bonita. Decidiu então depilar. A gente nunca sabe, né? &amp;nbsp;A esperança não morre e nem sabe fazer silêncio quando é assim , urgente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ele tocou a campainha levemente atrasado fingindo que não estava. Ela abriu a porta com um enorme sorriso, fingindo que isso não a irritava. Ele deu uma desculpa pra fingir que era pontual. Ela fingiu que acreditou. Ele sabia que ela tava fingindo mas fingiu que não notou. Ela também.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ele era um pouco mais baixo e mais cheinho&amp;nbsp; do que ela pensava. Não, ele não era gordo. Só tava mais cheinho, deviam ser a férias forçadas. Ela era mais magra que ele pensou, e parecia um pouco mais cansada que nas fotos do site, devia ser a idade. Fingiram que nem perceberam porque ainda assim se acharam bonitos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O estranho constrangimento de se estar com alguém que se conversou tanto mas nunca se viu enchia o ar como fumaça. Coisas do século XXI.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ele abriu o vinho. Serviu. Fizeram um brinde. Ao meu novo emprego ele disse. Ela sorriu satisfeita . Se beijaram e &amp;nbsp;o beijo encaixou. E ela agradeceu a Deus por ter se depilado. E ele agradeceu a Deus por ter se lembrado de levar camisinhas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Durante alguns meses se viram todas as semanas, transaram muito, ele deu um gato pra ela. Ela fez vários almoços pra ele. E aproveitaram bastante um do colo do outro. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um dia a curiosidade acabou. Fingir já não era mais preciso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não se casaram com pessoas que conheceram na internet como o irmão dela e o amigo dele. Mas durante alguns meses foram felizes. Hoje são amigos e contam essa história como se fosse a mais divertida das aventuras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A vida é meio vazia na verdade, e às vezes pode parecer chata, quando a gente perde um gato, um emprego, uma Aurélia ou um Fernando. Depende da gente encher ela de coisas. De gente, de bicho, de crenças, de problemas. A vida é aquilo que a gente faz dela, nem bonita e nem feia. A vida é. Só não se pode, nunca, ficar parado. Tudo o que pára apodrece. E eles sabiam disso e eles seguiram o movimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ps - Aurélia engordou 15 quilos e hoje dá aulas, casou-se com um homem de língua presa que ficou careca e vende cimento. Fernando continua um gato, mudou pra Michigan, até hoje nunca conheceu o amor, mas continua tentando. Todos são felizes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-2097218252738682799?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/2097218252738682799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/12/simples-assim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/2097218252738682799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/2097218252738682799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/12/simples-assim.html' title='Simples assim'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-6710125082773169061</id><published>2009-12-02T18:12:00.000-02:00</published><updated>2009-12-02T18:12:10.905-02:00</updated><title type='text'>As imagens não falam por si.</title><content type='html'>Li uma vez uma história onde um cara entrava num circo para roubar um elefante. Ele amarrava o bicho numa corda e o saía puxando. O dono do circo vendo aquilo interpelou o cara e perguuntou: Hei, aonde você vai com o meu elefante. O ladrão , sem soltar a corda responde: Que elefante?&lt;br /&gt;Ja conheci muita gente cara de pau na minha vida. Conheço muita gente e sei que o ser humano é capaz de canalhices atrozes. Sei que as pessoas agem como se ninguém estivesse vendo. Como se todos os outros no mundo fossem um bando de imbecis.&lt;br /&gt;Mas, sinceramente, nunca antes na história desse país fomos tão aviltados com esse comportamento da parte dos governantes&lt;br /&gt;O congresso nacional é uma vergonha, basta assistir ao CQC, naquele quadro em que eles passeiam pelo planalto para ver que somos representados por uma choldra que nem lê os jornais. Não sabem o que se passa no país e no mundo. O senado, bem, o senado é uma instituição federal pela qual qualquer pessoa com um pouco de noção não nutre mais , também, nenhum respeito. Aquela história do Sarney, entre outras , até hoje entalada na minha garganta.&lt;br /&gt;Temos o mensalão, temos o Palocci, temos tanta coisa. Amizade com o Hugo Chaves, que é protótipo de um ditador. Temos uma Ministra da Casa Civil extremamente grosseira e agressiva, que não demonstra nenhum respeito pela imprensa. Temos suspeitas de censura à imprensa. E isso é muito grave. Tem o irmão do presidente pedindo dois mil reais a um empresário. Tem o genro do presidente envolvido em uma caso estranho com um empresário que &lt;br /&gt;Eu realmente começo a entender o medo que sentia a Regina Duarte na época da eleição.&lt;br /&gt;Começo a ter medo das eleições de 2010.&lt;br /&gt;Da minha parte o sr. Presidente não terá, outra vez, meu voto. Nem nunca ninguém que ele indicar pra nada. Já votei nele uma vez. Me sinto traído. Enganado. Um corno político. A mim ele não engana mais.&lt;br /&gt;Entendo quem tem ainda algum apreço pelas suas propostas populistas. . Nosso povo não lê muito jornal, não estufda muito a geo-política, não le muita filosofia. A maioria das pessoas mesmo dizem, eu não gosto de política. Isso é bom pra quem pretende enganar. Paulo Maluf até hoje se elege.&lt;br /&gt;O sr. Lula falou uma vez dos picaretas com anel de doutor. Há picaretas sem anel também.&lt;br /&gt;E para eles, os picaretas, com ou sem anel, mesmo que estejam levando um elefante pela corda, o que vale é a máxima: as imagens não falam por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;source=a2735749.xml&amp;amp;template=3898.dwt&amp;amp;edition=13638&amp;amp;section=1015"&gt;http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;source=a2735749.xml&amp;amp;template=3898.dwt&amp;amp;edition=13638&amp;amp;section=1015&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-6710125082773169061?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/6710125082773169061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/12/as-imagens-nao-falam-por-si.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6710125082773169061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6710125082773169061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/12/as-imagens-nao-falam-por-si.html' title='As imagens não falam por si.'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-6154113381871613896</id><published>2009-11-26T16:52:00.000-02:00</published><updated>2009-11-26T16:52:31.465-02:00</updated><title type='text'>A Revolução da fofa</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}p	{mso-style-noshow:yes;	mso-style-priority:99;	mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0cm;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman","serif";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Acordou numa revolta de arrancar os lençóis da cama e jogar pela janela. De jogar o colchão pela janela. Quase numa possessão. Forma bonita de começar o dia pensou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Mantenha a fé! Acredita! Tudo vai dar certo! É só uma fase! Você vai ver que jajá passa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela cansou de ouvir todas essas histórias. Ela ia ter fé em que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os meses os e-mails foram diminuindo, diminuindo e se não fossem as corrente, os powerpoints, os clique aqui e doe pras crianças na África, Tantra Totem, a corrente positiva da luz violeta, a conjunção dos planetas que só ocorre de 237 em 237 anos, o poder das 11h11min, e a porra da foto do Buda que traz um dinheirinho extra ia se sentir completamente excluída da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebeu da irmã um livro de auto ajuda, da mãe uma novena, da amiga a receita de um banho infalível pra abrir os caminhos e outro pra arrumar marido. Ouviu Vanusa. Saiu pra dnçar. Chorou. Deu muita risada. Fez tudo resultando em nada.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Era isso então. &amp;nbsp;Viu a luz. Tudo mentira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Amor da certo. Se num deu certo não havia amor. De um lado ou do outro, ou mesmo dos dois.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Os amigos estão aí pra fazer companhia e só. Ninguém ajuda ninguém. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A família, sem querer, quer mais é que você quebre a cara quando os seus planos são diferentes dos dela só pra depois te dizer: Eu avisei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deus tem mais o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O jogo é esse. A vida é justa. &amp;nbsp;O que está errado só você pode consertar. E consertar sozinha. Sem esperar nada de ninguém, nem compreensão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Recebeu a novidade como um balde de água gelada na cara e rapidamente se lembrou de que água gelada era o segredo de beleza de muitas mulheres. Então vamos aproveitar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Saiu pra correr. Voltou , foi tomar um banho. Quando ficou pelada na frente do espelho percebeu seu corpo. Sim, havia quilos a mais. Sim a pele não era mais a mesma, ruguinhas apareciam, cabelos brancos apareciam, mas ainda assim era mais bonita do que muita gente. Mais bonita até do que muita gente mais nova se sentiu privilegiada. Era privilegiada. Bonita, culta, inteligente, divertida, sexy, tinha bom gosto e diversos talentos. E isso foi motivo mais do que suficiente pra se sentir feliz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E foi quando, depois de muito tempo, ela experimentou, só com ela mesma, essa sensação boa e tranqüilizante é que ela viu a saída do buraco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Descobriu que a felicidade era só dela e que ninguém , nem nada no mundo podia retirar isso da sua vida. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ficar triste é um jeito disfarçado de pedir aos outros que tenham pena de você. Ficar triste é autocomiseração travestida de sentimento nobre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se lembrou de tudo o que gostava e que foi deixando pelo caminho para agradar a fulano, a sicrano e às opiniões de quem importa. Descobriu que quem importa não te julga.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Recuperou seus afetos pro baú do tesouro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lembrou de tudo que a irritava e decidiu abandonar de vez. Que toda irritação é peso, é bagagem indesejada. Limpou mailling, sites de relacionamentos, agenda do celular, gavetas.Se desembaraçou de lembranças, idéias aprendidas, conceitos e pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aparou todas as abas. Jogou fora tudo o que guardou pensando que um dia talvez fosse útil. Esse dia “talvez” não existe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Jogou fora toda e qualquer esperança antiga. Jogou fora toda e qualquer esperança consciente de que se não for pelo seu próprio esforço pessoal nada melhora nunca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Reviu todos os conceitos positivistas infundados que estava de saco cheio de querer encarar como verdade universal. Ninguém tem a verdade. Quanto mais certeza uma pessoa tem &amp;nbsp;pode saber que menos ela sabe, mais insegura ela é e mais longe de um caminho ela se encontra. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Entendeu, finalmente, que pouca gente realmente se importa e mesmo quem se importa tem coisas mais importantes pra fazer. Que frases como: Boa sorte! Olha, eu&amp;nbsp; quero que você seja muito feliz!&amp;nbsp; Sinto muito carinho por você... na maioria , mesmo, das vezes não passa de&amp;nbsp; blablablá. Pra essas aprendeu a responder: Da mesma forma! e descobriu que funcionava como um espelho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Que sarcasmo não é necessário, só serve pra fazer piada e pra usar com gente inteligente. Gente burra não tem senso de humor e toma tudo na vida como ofensa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E esqueceu todos os seus sonhos porque sonho não leva ninguém a lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Daqui por diante seria assim. Sem dor, sem sofrimento, sem esperança. Energias concentradas todas elas no fazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É pra matar um leão por dia? Matarei. Um só é fácil. Força pra isso &amp;nbsp;eu tenho. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E quer saber? Se a vida me der um limão espirro o suco no olho dela e fujo dessa desgraçada. Vou procurar uma vida mais doce. Eu posso não esar fazendo propaganda da L’oreal, mas eu mereço!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Fofa é a puta que o pariu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E se jogou na vida nova, sem medo, sem culpa e sem tristeza... Pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-6154113381871613896?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/6154113381871613896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/revolucao-da-fofa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6154113381871613896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6154113381871613896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/revolucao-da-fofa.html' title='A Revolução da fofa'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-6378765374185604560</id><published>2009-11-25T19:40:00.004-02:00</published><updated>2009-11-25T19:42:34.986-02:00</updated><title type='text'>Ponderções a respeito de nada ou quase nada.</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quanto tempo dura uma memória que não se pretende guardar? Daquelas que vêm sem saudades nenhuma, só pelo hábito?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Coisa estranha a memória. Às vezes tem vontade própria. Às vezes prega peça. Nunca me lembro o nome do filme, do ator, do cantor ou da música. Do diretor então nem se fala. Não me lembro o que vai na receita. Não me lembro muitas vezes de alguma coisa que no trabalho em algum momento eu pensei, não posso esquecer isso e preciso falar com fulano. E quando encontro fulano a única coisa que me vem é preciso te dizer uma coisa importante, mas agora não lembro o que é. E do nada, no meio do dia chega a informação tão importante da qual não me lembrava. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tem um monte de verso, de poema, de prosa que eu ia adorar me lembrar. Conheci um ator que quando decora o texto nunca mais esquece. Eu nunca fui assim. É acabar a última apresentação e mágica. Lá se foi o texto pro mesmo lugar onde vão os guarda chuvas perdidos. Não acho nunca mais. Sempre morri de preguiça de voltar em cartaz por causa disso. Ter que decorar de novo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E quando a gente pensa: &amp;nbsp;posso esquecer isso, daí parece que encalacra no neurônio. Não sai, não passa. Acho que só com o tempo, com a poeira cobrindo. Com coisas novas tampando. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;E me lembro agora que dezembro vai chegar. Já estamos em sagitário. &amp;nbsp;Já vem verão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Sem vontade de amar. Lembrei que nunca me senti assim. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu que sempre senti muito hoje tenho a ponta do meu nariz anestesiada. Não sinto nada. Já não dói, já não incomoda e mesmo a cicatriz que era certo que ficaria sumiu, antes da hora marcada. Outro dia lembrei de olhar lá e já não tinha. Não sinto nada nessa parte. Nada. Pode cutucar, pode mexer, pode mover pra lá e pra cá. Nada. O mais engraçado é que é o mesmo nariz. Não mudou. Olhando se diz que é o mesmo. Mas eu que sou aquele que nele habita sei. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Me ocorreu agora que a vida virou de ponta cabeça e todos os baldes entornaram. Tudo pelo chão. Passado que fiquei saí tentando encontrar panos para secar, não achei panos e olhando a água gostei dela ali, pelo chão, caminhando lentamente em todas as direções enquanto permanece no ponto aonde caiu primeiro. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É bom olhar pra água. Lembro que li isso. Dizem que estimula a intuição. Isso eu sempre tive muita. Mas pela minha própria vontade resolvo não acreditar nela. Um dedo podre pra o que diz respeito às intuições. Essa é uma coisa boa de lembrar. Talvez eu devesse tomar nota. Mas está aí uma coisa que eu sempre me esqueço. Cadê o papelzinho em que anotei?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;E uma intuição é só um raciocínio mais rápido que te leva a ler o final ainda no começo. Sem mágica. Só uma projeção racional da coisa toda. E disso eu também me lembro. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Preciso muito agora de você raciocínio. Preciso de você lógico e limpo. Preciso de você esperto e ágil. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deve ser tão triste não ter consciência. Não saber o que é real. Sempre teve realidade demais na minha vida e ninguém me acredita quando digo. Tem gente que afirma mesmo que eu sou amalucado. Tem gente que ri na minha cara. Tem coisas que nunca vou esquecer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tem gente pra tudo. Tem gente legal, gente escrota, gente bonita e gente feia. Meu avo dizia que toda moça feia era boazinha. Senão era bruxa. Daquelas de nariz e queixo grandes. Com uma verruga na ponta de um ou de outro. Engraçado me lembrar de um avô que sequer conheci.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;E de repente me lembro do photoshop. Talvez tenham razão. Talvez eu seja maluco. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quanto tempo dura qualquer coisa? &amp;nbsp;Ninguém sabe. Só uma coisa é certa. Passa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Esse texto, por exemplo, não faz sentido nenhum, mas eu tenho certeza que há de ter alguém que encontre nele aquilo que caiu dos baldes. Eu tinha dito que era água, né? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lembrei. &amp;nbsp;Água é o que não é.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-6378765374185604560?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/6378765374185604560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/pondercoes-respeito-de-nada-ou-quase.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6378765374185604560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6378765374185604560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/pondercoes-respeito-de-nada-ou-quase.html' title='Ponderções a respeito de nada ou quase nada.'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-8829484475276860497</id><published>2009-11-19T17:26:00.002-02:00</published><updated>2009-11-19T17:26:28.580-02:00</updated><title type='text'>The sun shines and the flowers blow in the garden!</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;E aí? Tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Tudo ótimo, (meu cachorro adoeceu e tá me custando uma fortuna, esse ano o abono não sai por reflexo da crise mundial, minha mãe me liga todo dia perguntando quando casarei e lhe darei netos, meu namoro segue firme feito um prego na bosta, levei uma cantada constrangedora no trabalho de alguém que não seria bom magoar, minha irmã vem para o fim de semana com marido e filhos, os exames não acusam nada mas eu não consigo mexer os três dedos da mão direita que seguem inchados, e, tem um aumento de impostos bafejando a minha orelha para o ano que vem...)de vento em popa!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Porque é você cair na tentação de abrir o coração e lá foi. Some todo mundo. Todo mundo se ocupa, se atola e num aparece nem um corno pra tomar um chopp. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E a hora que você consegue pincelar de leve, mesmo que você termine com um : Mas vai melhorar! O colega encarna um guru indiano e fala: Mas olha, num dá pra reclamar da vida porque tem alguém pior que você. Você ta na merda mas tem um teto em cima da cabeça, tem comida no prato, tem pra onde ir... &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eita. Me deixa reclamar. Desopilar meu fígado. Não quero pena. Só quero poder falar. Parar com esse eterno fingimento politicamente correto de que está tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Essa falsa alegria contemporânea. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dá vontade de rir. Porque tá todo mundo muito bem. Todo mundo feliz. Sim, sim, dá pra notar.Se nota nos olhares perdidos das pessoas nas boates. Se nota nos comentários maldosos e preconceituosos. Se nota na acidez do dia a dia que vai tudo muito bem. &amp;nbsp;Se nota na agressividade no trânsito. Na falta de cordialidade e etiqueta. Nos prestadores de serviço sempre prontos a te tratar como lixo. Tá tudo bem. Aham, e o meu nome é Elizabeth e eu sou a rainha da Inglaterra. Tudo bem! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dezoito estados do Brasil ficam sem luz e vem me dizer que tá tudo bem? O tráfico derruba um helicóptero e tá tudo bem? Pessoas correndo desesperadas com medo de tiroteio na cidade e tá tudo bem? Você anda tendo que olhar para os lados como se vivesse na floresta entre animais selvagens e tá tudo bem? Tem que colocar grades em tudo, daqui a pouco nas janelas do carro e ta tudo bem? O cara gasta R$ 30 mil num sistema de câmeras, avisa a polícia do assalto, a polícia chega antes, vai na casa vizinha, e tá tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Bom, mas seguindo a regra. Tudo bem! To amando tudo. Achando tudo muito divertido e o futuro será melhor. Sim será melhor. A gente vê que vai melhorar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Temos candidatos com propostas incríveis de governo. O capitalismo está colapsando e isso vai ser um Deus nos acuda. O sistema público de saúde faliu. Escola? Pra que escola?&amp;nbsp; O mundo acaba em 2012. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Surpresa, meus queridos, não vai acabar. Vai continuar. E vamos continuar remoendo nossos&amp;nbsp; probleminhas mesquinhos. Nossas miseriazinhas diárias. Nosso salve-se quem puder.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O tudo bem é um jeito de empurrar com a barriga. De fingir que não está vendo. Como fizeram com as favelas. Ah, tudo bem eles morarem ali. Facilita. É perto do trabalho. Eles não se atrasam. A gente não tem que pagar o vale transporte. Melhor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E as pessoas morrem dentro de casa por causa de uma bala perdida. E isso pagando um IPTU de praia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Porque o tráfico também é tratado como um probleminha. Uma coisa isolada. E a culpa é do usuário. Claro! Esses maconheiros! Que contribuem para o tráfico comprar suas armas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Mas a cachaça, que a maior causadora de desgraças sociais você pode comprar em qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Porque eu nunca vi alguém que tenha fumado um baseado provocar uma briga, chamar alguém pra porrada, buscar uma arma no armário. Agora bêbado eu já vi fazer de tudo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas tá tudo bem.&amp;nbsp; Tá tudo ótimo. Vem uma comissão exotérica explicar o apagão! Olha como está bem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O Sarney e o Collor no senado. Está tudo muito bem. A ministra da Casa Civil, que chama a repórter de “minha filha" diz&amp;nbsp; em março: “ Apagão não cai do céu. Apagão é não investir em geração e transmissão.” e em novembro: “Nós humanos temos um problema imenso. Não controlamos chuva, vento, raio”,&amp;nbsp; é bonito sarcasmo em léderes políticos, né? Acho que agora usa. Enfim ... Mas tá tudo muito bem. Muito bem mesmo. Talvez ela seja a próxima presidente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ih, pronto, um monte de gente vai discordar. Porque Deus te livre de não dizer amém pra tudo que o homem faça. Porque o homem é um santo imaculado. Parece até que estamos na Rússia comunista. Na China. E ele é amigo do Hugo Chaves. Aquele que disse o que é que custa o sujeito pegar uma lanterna pra ir ao banheiro de madrugada, vamos racionar energia.( Diga-me com quem andas e te direi se vou. )Olha como está tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu to bem. Eu to ótimo. Eu fico muito bem assim, azul de bolinha roxa!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-8829484475276860497?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/8829484475276860497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/sun-shines-and-flowers-blow-in-garden.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8829484475276860497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8829484475276860497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/sun-shines-and-flowers-blow-in-garden.html' title='The sun shines and the flowers blow in the garden!'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-5180900235229309086</id><published>2009-11-18T17:08:00.000-02:00</published><updated>2009-11-18T17:08:46.163-02:00</updated><title type='text'>Los Abrazos Rotos</title><content type='html'>&amp;nbsp;&lt;b&gt;Como disse o próprio Almodóvar, uma declaração de amor ao cinema.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://fotos.subefotos.com/4c0be03ddc6d884de3082c179240010eo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://fotos.subefotos.com/4c0be03ddc6d884de3082c179240010eo.jpg" width="223" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Lindo, acima de tudo é um filme lindo. Quadros, cenários, figurinos, locações, atores, atrizes e a estética maravilhosa de Almodóvar em toda a sua exuberância. O filme é chique, atuações chiques, a direção é chique. O roteiro é uma delícia, uma história gostosa de seguir e que você gostaria que nunca acabasse. Que fosse possível fazer amizade com os personagens e conviver com eles pelo resto da vida. Penélope está maravilhosa. Linda, segura, um trabalho muito bom. Realmente ela é uma surpresa. No começo eu não gostava nada, nada dela. Largar o Tom Cruise foi o começo verdadeiro da carreira dela. Desabrochou uma atriz incrível. A maquiagem do filme também é ótima. Tem um salto de tempo e as personagens envelhecem e rejuvenescem, muito bem feito, não me elmbro de ja ter visto igual. Tem uma coisinha que eu não gosto no filme todo , mas nem sei especificar porque. Nem darei muitos créditos &lt;i&gt;but it is under the red wig.&amp;nbsp; &lt;/i&gt;Mas acho que o que não gosto mesmo é da personagem. Me lembrou gente que eu conheço e me apavora. Bom se rolou uma identificação de algo é porque foi bem feito, enfim.&lt;br /&gt;Vou ter que assistir "Carne&amp;nbsp; Trêmula" de novo pra saber qual é o meu filme preferido do Almodóvar. Tem verdades na vida que mudam. E eu adoro quando isso acontece. Bom filme proceis! :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-5180900235229309086?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/5180900235229309086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/los-abrazos-rotos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/5180900235229309086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/5180900235229309086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/los-abrazos-rotos.html' title='Los Abrazos Rotos'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-6462478974574052121</id><published>2009-11-16T15:48:00.001-02:00</published><updated>2009-11-16T18:59:50.225-02:00</updated><title type='text'>A Trouxa</title><content type='html'>Conheci um homem ontem à noite, ela disse. Bom, não é assim um homem, desses com h maiúsculo, ele é novinho ainda, mas é um bom projeto. Não, ele não é assim, propriamente bonito no sentido literal da palavra. Mas tem a voz linda, e é alto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me deu uma cantada perfeita. Sorriu pra mim, veio até mim e se apresentou, eu disse meu nome ele me olhou fundo e eu beijei. Ah, beijei. Tava querendo beijar. &lt;br /&gt;Era quase cinco horas da manhã. Ele parece legal, me perguntou o que eu faço, quis saber de mim. Ah, ele estuda. Mas  é um fofo. Me levou em casa depois da balada. Teve ciúme quando viu que eu olhei um rapaz que atravessou a rua. Pediu meu telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ligou. Quer me ver mais tarde. Eu vou. Eu vou sim. Ah, ele beija bem e é fofo. Vamos ver o que acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amiga, dei. Dei, mas nem foi na primeira noite. Dei sim tava com vontade. Foi mais ou menos, a primeira vez com um cara nunca é bom. O corpo dele é estranho. Os braços,  não tem definição muscular nenhuma. Tem uma barriguinha. E num tem peitoral. Ah, mas fofo. Tem a pele macia. Me trouxe pra casa no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se viu de novo. Dei de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se viu outra vez. Depois de transar ele me pediu em namoro. Achei bizarro. Terceiro encontro e me pediu em namoro. Será que ele é algum maluco carente? Num sei, fico assim achando estranho. Tudo bem que ele num é assim bonito, ta ficando careca, tadinho.  Aquele cabelo num chega aos trinta. É estudante. Tá gordinho. Eu num vou falar do tamanho do pau do cara que em pediu em namoro. Eu disse que ainda não. Pra gente continuar ficando. Daqui um tempo a gente conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mês e a gente sai direto. Ele tem insistido nessa coisa de namoro. Acho que vou aceitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que tenho visto ele olhando muito pros lados. Sei lá. Num presta atenção em mim na pista. Pode ser porque ele é alto. Ele é bem alto. Dança olhando pra cima. Às vezes é como se eu não estivesse ali. Mas cuida de mim. Na hora de andar na balada num me desgruda. Tá sempre de olho. Mas ele olha. Tá sempre olhando pro lado. Ah, homem é tudo igual né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei loca ontem. Num lembro de muita coisa. Mas ele ficou assustado. Quer saber se eu tomo algum remédio. Ah, num vo dizer pra que o jeito que ele se comporta me deixa insegura.  Nem que eu insegura viro onça. Que ele num se comporta como quem ta amarradão. Se ele num ta amarradão pra que que ele ia ficar querendo me namorar esse tempo todo. A gente brigou. Disse que eu dei mole pros amigos dele. Que eu tentei agarrar um amigo dele. Ué... ele vive dando mole prum monte de gente do meu lado. Faz igual o Flavinho diz que faz na academia. A egípcia. Ta sempre olhando de canto de olho. Acho que isso ta me fazendo mal, amiga. Abre aquela vodka que você tem aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse na minha cara em tom de brincadeira, mas disse. Você deu na primeira noite. Amiga, não era a primeira noite. Que cara otário. Que saco. Babaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou bêbado ontem, de novo. Me fez descer do carro. Do nada me agrediu. Me disse coisas. Disse que ia voltar pra festa e ficar com outras pessoas. Tava chovendo amiga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botou a culpa em mim. Disse que sou eu que sou maluca. Que dou em cima dos amigos dele. Inventou histórias. Acho que ele mente. Mente horrores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto dele. Tenho tantos planos. Quando ele acabar a faculdade as coisas vão ficar melhores. Ele reprovou de novo. Eu sei. Mas só falta uma matéria e o TCC. É o quarto semestre já que só falta isso. Ele tem outros interesses. Ta estudando de novo. Não , num é outra faculdade. Esse curso é técnico. Já vai ter um diploma. São áreas diferentes. Não , ele me disse que num tem risco dele jubilar. Ano que vem ele termina. Se não for pra Nova York. Ele quer fazer um curso lá. Como é que eu vou pra Nova York amiga. Trabalho.  Quem banca meu circo sou eu. Tenho ajuda. Mas se eu não fizer por mim. To fu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado. Uma amiga no MSN que eu nunca vi falar. Que não sabia que ele namorava. Fiz ele contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tava dormindo no peito dele e ele falando com a tal amiga. Quem é essa sirigaita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tadinho. Anda tão estressado com a escola. São dois cursos né? Na faculdade ele tem aula uma vez por semana só. Mas é puxado. Esse fim de semana nem  pode me ver. Uns planos dele deram errado. Sabia que ele ta com uma baixa de libido? Coitado. Fico tentando botar ele pra cima. Vou fazer alguma coisa bem gostosa pra ele comer. Vou comprar uns presentinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda tão ciumento... Ai...  Acho que ele me ama mesmo. Me ligou querendo saber o que eu fiz no final de semana. Teve uma crise. Ele teve uma reunião. Foi ver um trabalho. Lá onde trabalha a sirigaita. Mas ela é só amiga. Acredito nele.&lt;br /&gt;Amiga ta resolvido. Me entrego de vez a esse amor. Me mudo pra cá. Chego amanhã de mala e cuia. Quero só ver a cara dele quando eu chegar. Ele vai ficar tão feliz. Eu to tão feliz. Tão cheia de esperança. Essa fase nova. Ai que alegria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele terminou comigo amiga, no dia seguinte que eu cheguei com a mala. Disse que eu era chata. Que eu tentei demais fazer dar certo. Que me quer bem. Que quer que eu consiga tudo que eu sempre sonhei. Mas que não dá mais. Saí com o Flavinho, pra espairecer. Ele tava na balada. Ele e a sirigaita. Na saída da balada, fui assaltada.Quase mnum consigo um taxi pra voltar pra casa. Puxado à beça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei pra ele hoje. Pedi pra voltar. Ele disse não de novo. Gente, e a mala aqui na minha frente ainda sem desarrumar. O que  eu faço agora? Amiga, você acha que eu não soube ver os sinais? Que eu fui burra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amiga que durante mais de um ano gostaria de ter lhe dito umas verdades a respeito desse gajo sentiu o "foi sim" chegar até a garganta, mas engoliu e abraçou amiga diante dela. E pensou que Deus me livre disso. A mim e a todas as pessoas que tem um coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-6462478974574052121?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/6462478974574052121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/trouxa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6462478974574052121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6462478974574052121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/trouxa.html' title='A Trouxa'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-4415268293632089231</id><published>2009-11-16T12:51:00.001-02:00</published><updated>2009-11-16T12:51:59.870-02:00</updated><title type='text'>Lua e água.</title><content type='html'>O filme terminou e a madrugada fez silêncio dentro casa. O barulho de um e de outro carro, fora. Os ares condicionados dos vizinhos. O resto quieto. Como quando se acorda e não se pode lembrar. Os flashes  inconseqüentes. E com eles um monte de coisas caladas como a casa. A casa dormindo do fundo da alma. Quanta coisa dentro suspensa. Quanta história. Quanta vontade. A memória pregando peças em quem por esse momento não podia lembrar nada que tivesse sido ruim. Respirou o alívio profundo de nenhuma mágoa. De nenhum remorso. A profunda sensação de estar quites. Saudades agulhas que não feriam de tão finas cravadas na carne  e suspensas no ar. Como  pelos de metal que não doem.  Confortável nessa roupa, tão diferente de tudo que já tinha usado deixou desfilar diante de si o que quer que quisesse passar. E sentia o peito grande. Como se nada, mas nada mesmo tivesse algum lastro. Tão calmo estava que pensou que pra todos seria assim naquela noite. Um gosto de cebolitos na boca. Lembrança da infância com suas angústias. Seus segredos de pedra. A abertura da novela. As primeiras consciências. O medo de ir ora escola que não fazia sentido  e a certeza que nem mesmo naquele momento fez sentido.Parquinhos, viagens de carro, amigos que foram ficando pra trás porque mudar era constante. Porque partir era normal. Habituado que era. Adolescência tão sem glória, tão sem importância. Tão distante de tudo o que era. O tão importante que fora na época que já não fazia sentido. A lembrança da menina gorda, mais velha que chamava atenção na escola por dizer besteiras atrozes. E a noção de saber agora o porquê de sempre simpatizar com ela. Ela queria era só atenção e era isso o que todos queriam. Ao seu modo. Do seu jeito. Nunca soube direito a impressão que causava nas pessoas até que sentiu a inveja, há pouco tempo atrás de quem lhe disse. Você sabe muito bem como se colocar num ambiente para que todos olhem pra você. Defendeu-se dizendo: Mas é inconsciente. A descoberta da maldade há tão pouco tempo  com a resposta que veio seca e ríspida : É mentira. Você faz de propósito.  E por que o faria? E todas as outras vezes que dançou com essa vileza saltaram-lhe aos olhos e reconhecendo cada uma delas cumprimentou-as. Vontade de chorar que passou rápido. Sempre achando que todos eram iguais. Que todos estavam do mesmo lado. A consciência do não.  O conselho do mestre dizendo. Não pense que todos são como você. É natural julgar? O aprendizado do amor incondicional. Mas se tem condição pode chamar também amor? A certeza  que não. Não pode. Se tem condição, meu bem, não é amor que me das.  As maldades quando praticadas são conscientes ou inconscientes?  Pensou que ela existe nos dois modos e só que a pratica sabe ao certo responder. Mas quando ela vem de quem se ama,  nada é  mais cruel porque te encontra  entregue. Barriga pra cima,  um bicho, com todos os órgãos vitais à mostra. Qualquer um que desfira o golpe em alguém nessa posição deveria ter a mão cortada, o pau cortado, o clitóris extirpado. Deveria ter cauterizados em si todos os sentidos. Jamais  o gosto de um beijo. Da hortelã. Do café quentinho na caneca de cerâmica. Do choro lavando as feridas.  E soube que todo mau teria seus prazeres negados. De alguma maneira atraíram pra si a maldição de serem sabotados aí, e em algum momento o sentiriam ou simplesmente deixariam de sentir. Não sentir é o castigo pior que há. Não sentir é estar morto. Pena de quem não sente. Quantas vezes não esteve aqui.  Quantas vezes anestesia. Quantas vezes inconsciência. Quantas vezes gritos. Quantas vezes destempero. Tudo pra proteger o que tinha de mais frágil. De mais delicado. Sempre saindo pela culatra o tiro. Descobriu que atirava com a arma apontada pra si. Sempre sem querer era em si que atirava.  Mas então não tinha experimentado ser amado? Não tinha experimentado ser querido? Talvez sim. Mas nunca do jeito que amara e que quisera. Nunca incondicional. Uma vez. Uma vez o foi. Mas era cedo demais. Isso foi muito antes de saber a cara que tinha. O jeito que tinha. Isso foi antes de saber as formas da sua boca e dos seus olhos. Teria pedido tempo? Sentia que não. Que o tempo era seu amigo. Que o tempo guardava surpresas gigantes. Sentiu um cheiro de gelo no ar. Lembrou arrumar as tinas. Coisas novas chegando. Uma noite de cantar e a surpresa de tudo o que ela pode trazer. Sentiu saudades de tudo. Sentiu vontade de tudo. A memória embusteira segurando antes de si  tudo o que não somava. Saudade de dormir contigo meu amor. E a certeza de que o amor era dele e ninguém o tinha roubado. E na hora certa crescia rápido pintando de verde o muro seco. Um filme. Um filme que depois dele o trouxe de volta pra si. Como um soco no meio da cara devolvendo a consciência.  E a alegria imediata de cada dor e de cada gozo invadiu como a tromba d’água invade a cidade. E dormiu enconchilhado sem pra isso precisar de ninguém por perto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-4415268293632089231?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/4415268293632089231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/lua-e-agua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4415268293632089231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4415268293632089231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/lua-e-agua.html' title='Lua e água.'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-4814690525759812862</id><published>2009-11-14T16:55:00.000-02:00</published><updated>2009-11-14T16:55:52.164-02:00</updated><title type='text'>Amor no século XXI</title><content type='html'>Recebi um texto num powerpoint desses que nunca abro, e não sei porque esse eu abri. Quer dizer, sei sim. Ouvi um monte de besteiras sobre as receitas do amor no século XXI, e agora tenho certeza que esse powerpoint é a fonte de pesquisa de frases feitas e absurdas às quais fui exposto.&lt;br /&gt;O texto é atribuído ao Flavio Gikovate, de quem eu me lembro ter ouvido falar em algum momento  mas não tenho idéia de quem seja.&lt;br /&gt;O texto diz que nos dias de hoje busca-se uma relação compatível com os tempos modernos. E que essa relação deve estar embasada na individualidade e blábláblá whiskassachet.. &lt;br /&gt;O que eu realmente não consigo entender é o que os defensores da individualidade entendem por individualidade. Porque o relacionamento que pra mim apresentaram como um relacionamento moderno, simplesmente é nada.&lt;br /&gt; Eu não tenho como me comprometer a ser fiel, ou melhor,  monogâmico, a alguém que não pretende me fazer companhia quando eu simplesmente estiver triste precisando de um colinho.  A alguém que a qualquer minuto pode dizer não vou te encontrar esse final de semana porque estou com questões pessoais sérias e não quero te ver.  Preciso ficar só.&lt;br /&gt; Oi? &lt;br /&gt; Porque se é pra ser companheiro quando se está de bom humor, ganhando bem, numa casa incrível, podendo fazer todas as baladas não precisamos de amor, ou de sentimento nenhum que não seja o desejo puramente sexual. Porque já que não haverá troca, cumplicidade, caminhar de mãos dadas, construir alguma coisa juntos, vamos só trepar e quando ficar chato, ou mesmo antes disso, a gente põe mais gente no meio e deixa de se ver. Não temos compromisso nenhum. A única coisa que nos liga é o prazer. E prazer é uma fome que nunca sacia.&lt;br /&gt;Individualismo está sempre procurando as auto-coisas sem se ligar ao coletivo ou ao outro como participante da sua felicidade, ou do seu desenvolvimento ou do que quer que seja. O individualismo deixa tudo o que não for o eu descartável.&lt;br /&gt;É mais ou menos o jeito de pensar do psicopata.&lt;br /&gt;O texto diz ainda que relações diferentes dessas relações modernas são baseadas na dependência, na vontade de encontrar outra metade, despersonalização, e por aí vai. Auto lá. Com quem esse cara conversou pra escrever esse texto? Despersonalização?  Dependência?&lt;br /&gt;Pra mim isso tudo são desculpas de quem não quer se envolver. Mesmo. E vem com papo de moderno, de arrojado, de dinâmico. De não convencional.&lt;br /&gt;Acredito que no amor vale tudo. Desde que combinado antes. Porque os modernos que eu encontrei queriam toda independência e individualidade, mas na hora de eu ser individualista e independente se tornavam criaturas do século retrasado, fazendo chantagens emocionais e tudo o mais que tanto condenam.&lt;br /&gt;Ele diz ainda que a individualidade não tem nada a ver com egoísmo.  Que o egoísta se alimenta do outro financeira ou moralmente. Pera ae, isso não é egoísmo. Isso é dependência.&lt;br /&gt;O texto pega conceitos de pessoas que estão num momento difícil que estão carentes, que estão mal e coloca tudo isso como se fosse isso e só isso o que até então se entende por amor.&lt;br /&gt;Mas auto lá. Esse conceito de se estar sempre feliz, sempre bem, sempre alegre, sempre pra cima é outro fingimento do mundo moderno. &lt;br /&gt;O conceito de que tristeza é defeito, é outra mentira. Sentir faz parte da vida. Tudo sente. Tudo vibra.&lt;br /&gt;Conheço modernos deprimidíssimos que acham que estão ótimos. Conheço modernos solitaríssimos que acham que porque têm 800 pessoas no Orkut e as mesmas 800 no facebook têm muitos amigos. Conheço modernos que passam os domingos sozinhos na frente de um computador. Conheço modernos que não sentem o vento ou o sol no rosto há muito tempo. Que não andam de bicicleta. Que não caminham. Que só comem produtos industrializados. Gente de plástico. Que se julga zen. E que vê defeito em tudo e em todos, mas que não enxergam o próprio umbigo embora esteja constantemente dando voltas às cegas em torno dele... Conheço modernos que não se aprofundam em nada e sua única questão concerne a si mesmo. Ao seu próprio futuro. Gente que não sabe dividir, porque não tem o que dividir. Gente vazia. Ávida por massacrar o outro por ver nele os seus próprios defeitos, e, não enxergar qualidades, porque não tem qualidades para espelharem no outro.&lt;br /&gt;Então é isso. Se não for pra somar e dividir pra que namorar. Se não vou ter alguém pra segurar a minha mão num momento difícil, pra que namorar? Se vou seguir sozinho nessa estrada, pra que compromisso? Pois já disse o poeta se não vai me fazer companhia não me roube o prazer da solidão.&lt;br /&gt;Quer saber, pra mim esse papo de individualidade moderna é balela. No amor a gente soma e divide em partes iguais pros dois. Quem não quer dividir que me deixe em paz. Mas se quiser trepar antes aceito. Pro sexo sou moderno. Pro amor sinto muito orgulho em ter nascido no século passado.&lt;br /&gt;Meu ponto de vista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-4814690525759812862?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/4814690525759812862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/amor-no-seculo-xxi.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4814690525759812862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4814690525759812862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/amor-no-seculo-xxi.html' title='Amor no século XXI'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-5027520899158007624</id><published>2009-11-13T15:22:00.001-02:00</published><updated>2009-11-14T02:51:29.023-02:00</updated><title type='text'>Fragmento de um diálogo que eu não sei o que é!</title><content type='html'>A-Oi! Você! Meu Deus! Há quanto tempo?&lt;br /&gt;B-Anos, uns 3 ou 5 anos , não tenho certeza.&lt;br /&gt;A-Você está ótimo. Sempre se cuidando. Você não envelheceu um mês se quer.&lt;br /&gt;B-Envelheci sim. Mas tenho disfarçado. Duas hora por dia numa academia...  No mínimo... Eu ficaria feliz de te ver, não fossem as circunstâncias.&lt;br /&gt;A-Você foi lá dentro.&lt;br /&gt;B-Fui.&lt;br /&gt;A-Eu acabei de chegar. Ainda não entrei. Sei lá. Queria me lembrar...&lt;br /&gt;B-Não entre. Melhor se lembrar dele do jeito que ele era. Alegre, animado. Sempre contando uma piada. Fazendo uma graça de duplo sentido com aqueles olhos de criança... Os remédios, me disseram, fizeram ele inchar muito. Você não o reconheceria.&lt;br /&gt;A-E a Sarah? Ela está...&lt;br /&gt;B-Sarinhah teve uma crise nervosa, foi levada pra casa agora mesmo... Tadinha...  Teve um ataque de choro, questionou a vida, questionou a Deus. Você pode imaginar a Sarah questionando os desígnios divinos?&lt;br /&gt;A-Duro né? Perder o amor da vida assim de uma forma besta.&lt;br /&gt;B-Ele estava cantando. Torcendo pelo time de futebol. Caiu no chão estatelado. Do nada. Teve uma pequena convulsão...&lt;br /&gt;A-Você estava lá?&lt;br /&gt;B-Estava. Fui eu quem pegou ele no colo e botou no carro. A gente correu pro hospital...&lt;br /&gt;A-Ele era tão forte, tão saudável... tão jovem.&lt;br /&gt;B-Até quando seremos jovens?&lt;br /&gt;A-Ele vai ser jovem pra sempre.&lt;br /&gt;B-Você ainda se considera jovem?&lt;br /&gt;A-Não sei mais. Aqui dentro eu sei que eu sou jovem. Um menino. Mas a casca...&lt;br /&gt;B-A alma!&lt;br /&gt;A-A alma!&lt;br /&gt;B-Você tem visto a Alma?&lt;br /&gt;A-Estive com ela semana passada. Tá ótima. Ela, enfim fez a cirurgia.&lt;br /&gt;B-Não acredito.&lt;br /&gt;A-Encontrei com ela , ela me confidenciou. Não conta pra ninguém. É meio que segredo. Ela quer  fazer uma surpresa pra todos no fim do ano.&lt;br /&gt;B-Aiaiai...  Acho que não teremos grandes festas este ano. Falta tão pouco e já vai ser réveillon.&lt;br /&gt;A-Será que ela está sabendo?&lt;br /&gt;B-Não sei... Não falei mais com ela desde... Faz uns 3 ou 5 anos.&lt;br /&gt;A-Acho que isso é coisa da idade... Os tempos pequenos ficam confusos. E às vezes parecem insignificantes.&lt;br /&gt;B-Pro nosso amigo não há mais tempo.&lt;br /&gt;A-Ah, dependendo do que você acreditar ele tem agora todo o tempo do mundo.&lt;br /&gt;B-É numa hora assim que eu me pergunto no que é que eu acredito? Um homem bom, forte, saudável, apaixonado, sem vícios, trabalhador,  tinha mulher, casa própria, tava ensaiando pra ter um filho... Cai morto assim, sem mais nem menos. O que resta pra gente acreditar? Que tem uma luz no fim do túnel?&lt;br /&gt;A-Bom, se isso é verdade nosso amigo viu a luz e caminhou para ela.&lt;br /&gt;B-Ai que horror! Piada besta!&lt;br /&gt;A-Desculpa , eu não pude evitar.&lt;br /&gt;B-Sei. Às vezes é difícil pra você evitar coisas.&lt;br /&gt;A-Não sei do que você está falando. Eu sou um grande evitador de coisas que não me aprazem.&lt;br /&gt;B-Mas essa piadinha infame te apraz... Você não tem jeito mesmo. Penso que cagar na calçada te apraz então... ahahahahahahahaha... Eu não acreditei naquela noite que você parou o carro, desceu e cagou na calçada. A gente tava onde mesmo. Em São Paulo, na Alameda Franca. Ahahahahahahahaha. Você cagou na calçada.&lt;br /&gt;A-Foi a comida daquele restaurante. Era muito gordurosa.&lt;br /&gt;B-Essa memória é mais fresca. Faz dez anos. Faz dez anos eu tenho certeza. Ai o tempo.&lt;br /&gt;A-O tempo está passando.&lt;br /&gt;B-E nós dois aqui falando dele como se fossemos velhos.&lt;br /&gt;A-Você ainda se considera realmente jovem?&lt;br /&gt;B-Bom... eu posso andar, posso correr, posso beber uma noite inteira. Posso trepar, posso fazer musculação, ainda trabalho, dirijo, enxergo&lt;br /&gt;A-Mais ou menos...&lt;br /&gt;B-Miopia não tem nada a ver com a idade.&lt;br /&gt;A-Você devia operar isso.&lt;br /&gt;B-Você sabe que eu tenho medo. E se essa merda não corrigir a miopia e eu nunca mais puder usar lente de contato. Porque é isso que acontece com quem opera, fica uma cicatriz invisível, mas que te aleija para sempre no seu direito de usar uma lente de contato. E então eu teria que usar óculos para sempre. Para sempre. Em todos os jantares, festas, baladas, réveillons, velórios eu estaria lá com meus óculos me pesando no nariz e contando pra todo mundo que eu não sou perfeito.&lt;br /&gt;A-Engraçado, quando eu era criança eu queria usar óculos.&lt;br /&gt;B-Eu cheguei a fazer uma promessa pra nossa senhora. Ela me atendeu. Mas eu esqueci de pedir pra ela me dar só assim, meio grau, pra eu fazer aquele charminho intelectual no cinema ou no teatro. Que tira os óculos do bolso e põe no rosto para ver o filme e depois do filme limpa caprichosamente as lentes enquanto tece comentários sobre a forte influencia do expressionismo alemão na obra do jovem cineasta Iraniano.&lt;br /&gt;A-Você queria usar óculos pra poder comentar filmes chatos?&lt;br /&gt;B-E envelhecer calmamente acariciando um gato nos fundos do antiquário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-5027520899158007624?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/5027520899158007624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/fragmento-de-um-dialogo-que-eu-nao-sei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/5027520899158007624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/5027520899158007624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/fragmento-de-um-dialogo-que-eu-nao-sei.html' title='Fragmento de um diálogo que eu não sei o que é!'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-2214917873003611139</id><published>2009-11-13T11:43:00.000-02:00</published><updated>2009-11-13T11:43:05.722-02:00</updated><title type='text'>Mordido</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Havia dois momentos no dia que lhe eram especialmente insuportáveis. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um deles, e, o mais temido era a hora de dormir, por isso o adiava profundamente. Tinha-se descoberto um procrastinador do sono. Tinha orgulho disso. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sua mãe conta até hoje, que quando criança: Ele brincava sem parar e dormia em pé. Ele ia andando assim, pelo corredor e de repente trombava numa parede, e caia, ou então, dormia em cima do velotrol, &amp;nbsp;passeando pela sala. Era a hora que eu o pegava no colo e o punha na cama. Meu menino. Tão lindo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Não tinha memória disso. E se perguntava ainda, já adulto, o que será que o impedia de dormir nos primeiros anos de vida?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Nos dias de hoje era claro. No silêncio do quarto os olhos fechados, a escuridão. Porque o quarto tinha que estar escuro, porque tinha que haver silêncio, porque o sono era tímido e tudo o &amp;nbsp;espantava, tudo o punha pra longe. Especialmente os pensamentos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As preocupações com o futuro, as preocupações com a família, as preocupações com o trabalho, a carreira, as contas, a pia que precisa ser consertada, o veterinário que precisa vir no dia 7, a ligação que precisava fazer e que tinha esquecido, a revisão do carro... &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E mais recentemente lembranças que preferia não ter pelo simples fato de que elas não valiam a pena, e doíam, fundo. Porque era tão indomável o rebanho das memórias? Por que elas vinham&amp;nbsp; sem serem convidadas?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Fuçando por dentro o coração que só queria o direito de bater em paz e se ressentia. Não bastava a nicotina, o tabaco, o monóxido de carbono e mais de 5000 substâncias para as quais não há níveis seguros&amp;nbsp; de consumo?&amp;nbsp; Tinha que haver lembranças torturantes e sobre as quais não tinha o menor controle e que somente o faziam querer acender outro cigarro?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Durante a maior parte do dia estava bem, e fazia planos e encontrava grandes soluções. E tinha esperanças, e acreditava nos benefícios da vitamina C, e na bondade de algumas pessoas. E se pensava no que o incomodava pensava pouco, pensava rápido. Mas à noite no silêncio aquilo martelava como o canto de uma araponga na janela &amp;nbsp;e não o deixava dormir. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Rolava de um lado para o outro, mudava a ordem dos travesseiros, ligava o ar condicionado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma noite tentou ler. Tinha a profunda esperança de que o livro lhe daria sono. Desilusão. Leu um livro inteiro. Mas o livro era ótimo. Menos mal então. Pelo menos não pensou em nada. E de manhã, depois do café adormeceu um sono sem pensar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;E acordou sobressaltado pelo telefone. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não, hoje não vou. Tive insônia. Fui dormir agora. Não se incomode. Tudo bem. Voltarei a dormir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;E não voltou. E o relógio do celular lhe disse que ele dormira uma hora. Talvez um pouco menos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;E era esse o outro grande momento do dia que lhe fazia mal. Porque ao acordar, o primeiro pensamento que lhe vinha, antes mesmo que abrisse os olhos era ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;A diaba loira. Apelido colocado por um amigo na cachorra sem coração que tinha destruído o que restava de ilusão a dentadas. A macaca branquelona que quebrara&amp;nbsp; toda a loja de cristais deixando pra ele a conta imensa por pagar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mais a &amp;nbsp;vergonha de ter dito àquela puta que a amava tantas vezes. A raiva de se deixar levar por um romance natimorto. Porque na primeira conversa filosófica que tiveram já sabia que aquela merda nunca daria certo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pra o que é que serve a maturidade? Pra nos dizer que isso ou aquilo não vai ou vai funcionar. Para que tentamos ludibriar a maturidade? Porque querer enganá-la? Dar-lhe desculpas?Tentar provar que está errada?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Ela nunca se engana. Ela sempre vence com aquela cara de palestrante te dizendo: Conforme queríamos ter demonstrado, o produto final é exatamente o esperado. Você não quis acreditar em mim e foi se meter com uma vadia. Tem um tipo de mulher que ta aí só pra você comer e ir embora. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Prometeu mais uma vez, pra si mesmo aprender, de uma vez por todas, a ouvir a voz da experiência. Porque ela era que um dia tomaria o lugar da sua mãe para lhe dizer: Leva um casaco, vai esfriar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Fora esses dois momentos no dia era feliz.&amp;nbsp; E seu único sonho agora era esquecer e estar &amp;nbsp;livre pra errar de novo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E quer saber? Dificilmente erraria. Um dia chega.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-2214917873003611139?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/2214917873003611139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/mordido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/2214917873003611139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/2214917873003611139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/mordido.html' title='Mordido'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-8587961864069525594</id><published>2009-11-11T08:59:00.000-02:00</published><updated>2009-11-11T09:41:40.250-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://meunamoradopsicopata.files.wordpress.com/2009/03/mentes_perigosas_psicopata_mora_ao_lado1.png?w=279&amp;amp;h=396" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://meunamoradopsicopata.files.wordpress.com/2009/03/mentes_perigosas_psicopata_mora_ao_lado1.png?w=279&amp;amp;h=396" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quando a gente vê um livro e pensa eu devia ler isso... a gente deve ler, na hora. Fica a dica.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Eu acabei de ler , antes do café da manhã o livro &lt;b&gt;Mentes Perigosas&lt;/b&gt; da psiquiatra&lt;b&gt;&lt;i&gt; Ana Beatriz Barbosa Silva&lt;/i&gt;. &lt;/b&gt;Minha primeira noite de insônia produtiva na vida. &lt;i&gt;So fucking proud of me&lt;b&gt;!&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Um amigo, no ano passado, antes da novela da &lt;i&gt;Glória Perez&lt;/i&gt;, ja tinha me falado dele. Mas atolado de coisas acabei lendo só agora.&lt;br /&gt;Gente... Tem que ler. E não é pra sair por aí diagnosticando qualquer desafeto ou sujeito desonesto como psicopata.&lt;br /&gt;Mas dá pra identificá-los e&amp;nbsp; se você ja tiver convivido com um suspeito você vai sentir um frio na barriga.&lt;br /&gt;E eles estão perto, mais perto, bem mais perto... Medo!&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3 a cada 100 homens e 1 a cada 100 mulheres em amostra comunitária ou seja , no meio de nós tem o defeitinho.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pegue uma balada com 300 pessoas. Na boite vai ter pelo menos 3 psycho. &lt;br /&gt;Admito que num determinado momento da leitura quase troquei meu número de telefone e e-mail. Medo!&lt;br /&gt;Calma! Nem todo psicopata é &lt;i&gt;serial killer&lt;/i&gt;. A minoria é.&lt;br /&gt;Tem os mais mansos que vão transformar a sua auto-estima em patê, roubar as empresas da família, a sua poupança, o seu salário .Fazer você se questionar por que, por que, com a mão na testa. Fazer você se sentir culpado pela sacanagem da qual você foi vítima.&lt;br /&gt;Eles fazem isso. Você se sente culpado pelos atos escrotos deles. E eles não sentem absolutamente NADA. Então não adianta gritar, espernear querer faze-los entender.&lt;br /&gt;Há um desacerto cerebral e simplesmente &lt;i&gt;they don't care. &lt;/i&gt;Na verdade eles fazem por prazer.&lt;br /&gt;O livreo é ótimo pra gente aprender a identificar os tipos e seguir o conselho da autora: Evitá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comparação que ela faz dos psicopatas com vampiros é muito boa.&lt;br /&gt;A descrição que ela dá da nossa sociedade como um lugar aprazível para eles colocarem seus instintos pra fora também.&lt;br /&gt;Dá vontade de chorar em algumas partes. Ah, foda-se. Ando muito sensível. Acho que é a chuva.O apagão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Algumas das características &lt;i&gt;des amies&lt;/i&gt; psicopatas:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;Superficialidade e eloquencia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;Egocentrismo e megalomania&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;Ausência de sentimento de culpa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;Ausência de empatia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;Mentiras, trapaças e manipulação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;Pobreza de emoções&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;Pessoas que fazem pequenas maldades ou são muito truqueiras e estão sempre tentando obter a sua piedade são forte candidatos ao título. &lt;i&gt;So... run Forrest, run&lt;/i&gt;! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Ah... E não tem tratamento. Nem pense em cura.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: blue;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Então amados , aquela pessoa super individualista, relativista, instrumentalista que se acha moderna e antenada e que se diz&amp;nbsp; assim por ser da geração Y. Take care honey, he/she is probably a psycho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Leia e armem-se. Vamos isolá-los porque são &lt;i&gt;natural born voodoos.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;Beijo e sucesso! &lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-8587961864069525594?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/8587961864069525594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/quando-gente-ve-um-livro-e-pensa-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8587961864069525594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8587961864069525594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/quando-gente-ve-um-livro-e-pensa-eu.html' title=''/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-5291752141902858196</id><published>2009-11-10T13:21:00.000-02:00</published><updated>2009-11-10T14:20:55.056-02:00</updated><title type='text'>Beber a Vida 2</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://froog.com.br/wp-content/uploads/2009/10/trilha-sonora-novela-viver-a-vida.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" src="http://froog.com.br/wp-content/uploads/2009/10/trilha-sonora-novela-viver-a-vida.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Quem compra o casal acima? Ela não precisa do dinheiro dele! É... Acho que Freud explica!&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eita! Que chatice essa novela.&lt;br /&gt;Mais uma historinha do Leblon, que eu acho um dos bairros mais sem sal e sem açúcar da cidade maravilhosa, e as pessoas mais sem sal e sem açúcar e que já vi numa novela.&lt;br /&gt;Uma Helena jovem com uma alma de senhora quarentona. Um galã coroa, com uma alma de playboy. Uma menina chatérrima que fica tetraplégica (que desafio para atriz né? Passar meses gravando , com o movimento só dos olhos). E por aí vai...&lt;br /&gt;Me pergunto se ela, a acidentada,&amp;nbsp; vai engordar, ficar com a pele horrível? Não né? Manoel Carlos a deixará linda e loura, maquiada, com os cabelos escovados, porque afinal de contas ela é riquíssima.&lt;br /&gt;Todo mundo é riquíssimo.&lt;br /&gt;E quem não é riquíssimo é felicíssimo&amp;nbsp; e adora os patrões.&lt;br /&gt;E aquela profusão de gente. Nas novelas dele tem tanta gente que nem dá pra decorar os nomes. Um monte de ator bom fazendo figuração.&lt;br /&gt;E Lília Cabral, gênia, tentando tirar leite de pedra. Na outra do Maneco ela fez uma malvada maravilhosa. Tomara que ela se revolte com a desgraça da filha e resolva destruir a Helena que é pra ver se dá um gosto de alguma coisa nessa sopinha de batata que é essa historinha.&lt;br /&gt;Não acompanho. Acho chato. Mas de vez em quando olho pra ver se aconteceu alguma coisa.&lt;br /&gt;Por enquanto nada acontece.&lt;br /&gt;E tem essa coisa agora, né? A novela começa com vc ja sabendo pela imprensa tudo o que vai acontecer até pelo menos a metade dela.&lt;br /&gt;Bom, será nobre o tema da inclusão social dos portadores de necessidades especiais, da acessibilidade.&lt;br /&gt;Mas novela além de nobre tem que ser divertida. Animadora. Afinal ela tá aí pra dar uma graça na vida de quem não tem vida. Na vida de quem não pode tomar um sorvete no Leblon, nem pegar um helicóptero para Angra, ou Búzios&lt;br /&gt;Não sei, mas acho todos os casais até agora bastante improváveis, bastante desinteressantes.&lt;br /&gt;Maneco já criou personagens mais legais. Branca Letícia, Laura...&lt;br /&gt;Nessa novela por enquanto nada.&lt;br /&gt;Aquela menina que irrita a irmã adotada. Carisma zero. Ela é antipática, rebelde sem causa e só. Acho que a atriz que não tá ajudando. Ops, falei.&lt;br /&gt;É... tá difícil.&lt;br /&gt;Por enquanto ningém por quem torcer. Ninguém por quem assistir.&lt;br /&gt;E o núcleo de Búzios? Se sumir a gente nem dá falta. O drama da menina que tem um filho com o traficante... Tá, e dái? Agora ela fica encolhida em casa com uma cada de coitada se esgueirando pelos cantos das cenas. &lt;br /&gt;Enfim, gente demais, gente desinteressante demais.&lt;br /&gt;Falta alguma coisa.&lt;br /&gt;Falta vida.&lt;br /&gt;Odeio gente pasteurizada na vida real. Quanto mais em novela.&lt;br /&gt;Vamos ver se melhora.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://froog.com.br/wp-content/uploads/2009/10/trilha-sonora-novela-viver-a-vida.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Acho que eu to mais pra: Não vamos ver se melhora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-5291752141902858196?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/5291752141902858196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/beber-vida-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/5291752141902858196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/5291752141902858196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/beber-vida-2.html' title='Beber a Vida 2'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-6494722071698964633</id><published>2009-11-10T12:39:00.000-02:00</published><updated>2009-11-10T12:42:14.088-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://images.paraorkut.com/img/papeldeparede/1024x768/o/onda-2169.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://images.paraorkut.com/img/papeldeparede/1024x768/o/onda-2169.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Quando eu era moleque , uma vez, na praia, uma onda gigante me engoliu. Do nada. Estava eu na beiradinha de costas quando vi a cara de espanto da menina que tava na minha frente, voltando rápido de ré, Foi o tempo de eu me voltar pro mas e dar de cara com uma grande parede de agua, azul-esverdeada, linda. Aproximadamente, do dobro do meu tamanho. Então ela quebrou por cima da minha cabeça, e nossa, eu fiquei dentro do tubo. Incrível, era lindo demias. Uma cor que eu nunca vi igual. Durou menos que um segundo eu acho. Menos que um segundo que eu nunca mais vou esquecer. E daí, amiguinhos, um tapa na orelha, um grande barulho e eu não sabia mais nada. Sem noção nenhuma de direção, sem ar, sem enxergar, minha única reação foi relaxar&amp;nbsp; e esperar passar. Em algum momento eu ia parar de rolar e ia descobrir pra onde eu tinha sido arrastado. Só queria conseguir não me afogar e nem engolir aquela agua imunda. Inevitável. Depois daquilo que pareceu durar uma eternidade a onda recuou. Eu estava todo errado, com o ombro direito e a cara enfiados na areia, a bunda pra cima, na posição em que Napoleão perdeu a guerra, todo ralado, braços e joelhos. A garotinha que tinha recuado apavorada de ré olhava pra mim e ria da minha desgraça. Vergonha. Levantei e saí correndo pra casa. Eu era criança.&lt;br /&gt;Às vezes a vida toma uns rumos que nem dá pra acreditar. Tudo vai muito bem obrigado e de repente uma onda varre a coisa toda. E aí, depois da vaca, do caixote, é você tentando se encontrar. Onde fui parar, onde é em cima , onde é embaixo, o que sobrou inteiro?&lt;br /&gt;A diferença de antes pro hoje é que, agora, eu volto pro mar. Depressa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-6494722071698964633?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/6494722071698964633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/quando-eu-era-moleque-uma-vez-na-praia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6494722071698964633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6494722071698964633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/quando-eu-era-moleque-uma-vez-na-praia.html' title=''/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-5530103668121612991</id><published>2009-11-07T15:20:00.000-02:00</published><updated>2009-11-07T15:20:13.498-02:00</updated><title type='text'>Catarina</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sentou-se na cadeira e olhou a bancada. A maquiagem milimetricamente disposta. Cada coisa no se lugar. Poderia pegar cada um dos itens sem mesmo ter que olhar para eles. Olhou-se no espelho, puxou os cabelos para traz, pode ver a leve descamação causada pelo último peeling. A pele viçosa, brilhante, as rugas abaixo dos olhos, levemente inchados. Acendeu um cigarro. Puxou um trago, pousou o cigarro no cinzeiro improvisado. Afastou novamente os cabelos. Precisava retocar a raiz. Os anos e suas conseqüências, os cabelos brancos. Inadvertidamente eles branqueavam, cada vez mais, cada vez mais rápido. As bolsas embaixo dos olhos, as pequenas rugas nas quais o peeling não dava jeito. Pegou os óculos, colocou-os. Olhou a bancada novamente. Tirou os óculos, passou o lenço umedecido. Limpar a pele, cuidar da pele, há 27 anos o cuidado com a pele. Mas ninguém lhe dava a idade que tinha. 52 anos. Há 27 anos não pegava sol. Há 27 anos não sentia mais o sol queimando-lhe o rosto numa tarde de verão na praia. Há 27 anos não aproveitava um dia de verão na praia. Mas ninguém lhe dava a idade que tinha. E fumava e bebia, mas não pegava sol, e gostava tanto do sol. A memória de uma tarde na praia há 25 anos. Quando conheceu aqueles olhos verdes. Pedaços de luar... Cantarolou a música. Pensou, por que nunca aprendera espanhol? E os olhos verdes e os dentes brancos. O torso de uma escultura renascentista. A pele branca castigada pelo sol. O charme de homem jovem. Fumando como um astro de cinema. A ebulição dos hormônios. O desejo. Não sabia há quantos anos não sentia aquilo. Há uns 24 anos, a idade do seu filho mais novo. Aborreceu-se por um momento, será que todas as minhas memórias têm mais do que vinte anos? O nome... o nome dele não lembrava. Molhou a esponja do pancake na água, passou no pote de pancake, começou a aplicar no rosto, E cobre-se a pele linda. Uma grossa camada. Massa para tampar os buracos, as marcas, mas não havia marcas. Os peelings, há 18 anos fazia &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;peelings, uma memória mais recente, sentiu-se mais jovens, há 18 anos fazia peelings e ninguém lhe dava a idade que tinha. Adorava dizer a todos a idade. Adorava a cara de espanto das pessoas, o rosto sem marcas, sem plásticas, somente as bolsas sob os olhos, levemente enrugadas, talvez se dormisse mais cedo, talvez se evitasse o vinho, talvez se abandonasse o cigarro. Mas o sol, o grande inimigo esse não pegava e ela gostava tanto do sol. Prazer que era estar deitada sob o sol, lhe sentido queimar o rosto.As marcas todas por dentro. As marcas todas invisíveis. Sentiu saudades. Os olhos verdes de 19 anos, o peito definido de 19 anos, a pele curtida pelo sol aos 19 anos. Por que se lembrava dele naquela tarde, por quê? Há tantos anos não se lembrava dele. Fora o primeiro, fora o segundo, fora o terceiro, fora tantos que nem tinha uma conta exata e foi só um verão. Amor de praia não sobe a serra. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mas ela morava na praia. Ela ficou. Ele subiu a serra. Nunca mais teve notícias, nunca mais ouviu falar. Mas hoje, particularmente, hoje se lembrava dele. Pancake aplicado, rosto branco, um fantasma, uma rainha, alva, nobre. Traço do olho, hora dos lápis. Preto, branco, marrom, vermelho, um arco íris triste e dramático, sorriu de leve, achou graça do que pensou. O cigarro acabava. Acendeu outro, e fumou um, dois tragos. Lápis marrom, a sombracelha, lápis preto, branco e vermelho os olhos. Muito lápis, na cena de choro virara uma panda, a platéia delirava, a platéia ama as atrizes que choram. O efeito do lápis derretendo com as lágrimas excitava a platéia, e nem era difícil chorar. Truque para abrir os olhos, truque para dar-lhes expressividade, a alma seca. O ex-marido. Maldito. Os olhos verdes de novo, os filhos, os olhos verdes. Queria ter tido filhos com olhos verdes, filhos de olhos verdes. Blush, sombras. Trabalhar o rosto com luz e sombra. Sabia se maquiar. Orgulhava-se disso. Tinha feito um curso. Tinha feito muitos cursos. Vários cursos. Cursos demais. Os olhos verdes. Lembrou-lhe a voz. Pode lembrar a voz dele. Pode lembra-se do que ele lhe disse estendendo-lhe a mão diante do barco, ele dentro ela fora, a tarde, o sol no rosto, a mão estendida. Não tem medo, vem. Ele lhe disse e ela foi. E sentiu corajosa, e se sentiu moderna, e desafiadora. Minha vingança contra papai. Tão velho agora. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Olhos verdes. Lembrou-lho o cheiro, o gosto. Por que você nesse fim de tarde? Há tanto tempo. Maquiagem pronta, fazer o coque. A atriz mais nova chegou. Como chega tarde, como chega atrasada. Um dia o espetáculo atrasa por causa dessa menina. Ignorou que a menina já passara dos 30. E o barulho que ela trazia, e a necessidade da camareira, que era mais jovem do que a menina, que era inexperiente, que era atrapalhada, que era tão ou mais barulhenta do que a menina, a atriz mais nova. Estavam prontos cabelos e maquiagem. Estava pronta. Foi fumar um cigarro na coxia. A casa estaria cheia. A casa sempre estava cheia. Tinha consciência de que não era por ela. De que seria pelo jovem. Mas tanto faz. Aquecer a voz, aquecer o corpo. O aviso de que a casa estava cheia. As pessoas não artistas andando pra lá e pra cá com suas caras preocupadas, de que tudo tem que dar certo. Olhos verdes, no meio do palco, no meio do aquecimento. Olhos verdes, sua voz, seu cheiro, seu gosto, a dor da primeira vez. Queimando, rasgando, abrindo o caminho por onde viriam os filhos. Olhos verdes dizendo eu não quero te machucar. Olhos verdes tão doces. O marido tão bruto. Nunca mais, nunca mais prazer igual ao de olhos verdes, as tardes no barco. A sensação de que nunca mais poderia sentar-se com as pernas cruzadas.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Às vezes depois com olhos verdes, o barco, champagne, caviar na torrada da padaria que ela comprara no caminho. O sorriso, dentes brancos, o cheiro, 19 anos. Há 23 anos não tomava sol. O assistente passa, vamos abrir, por favor, vamos liberar o palco. Mais 15 minutos, a atriz mais nova não estava pronta. Sorriu irônica. O vestido apertou na cintura, no peito, a raiva cresceu na garganta. Estava engordando, malditos jantares, maldita ansiedade. Há 17 anos não tinha a mesma cintura. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Maldito ex-marido, maldito o dia em que olhos verdes foi embora. Respirou fundo. Havia hora certa para borrarem-se os olhos. Palco livre, platéia que entra. Sinal um, mais um cigarro, sinal dois o coração disparado, sinal três entra em cena. Soberba, absoluta, sente-se linda e despeja toda a raiva que sentia do mundo numa torrente escrita há séculos, mas feita sob medida pra sua boca gritar. E grita, e gesticula, e se pavoneia e seduz, e suspende as saias, e mostra as pernas, vaidosa de suas pernas, e chora, e borra o lápis, e se recupera e enxuga as lágrimas, mas de repente se perde, se atrapalha, e seca a torrente, e some o chão. E olha pra coxia e vê, na sombra, olhos verdes, e vê, na luz, a sua mão, e ouve a sua voz dizendo vem. E a dor, e queimando, e dessa vez não no centro do seu corpo, mas no meio do seu peito, irradiando pelo braço esquerdo, pela mandíbula. Olhos verdes lhe chamando, luz que cai lenta. E o resto... Sem ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-5530103668121612991?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/5530103668121612991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/catarina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/5530103668121612991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/5530103668121612991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/catarina.html' title='Catarina'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-8360020175171199223</id><published>2009-11-06T16:51:00.000-02:00</published><updated>2009-11-06T16:51:35.319-02:00</updated><title type='text'>Strindbergaman - Estréia amanhã em São Paulo</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.canallondres.tv/videos_de_roteiros_turisticos__strindbergman_em_paris.html"&gt;http://www.canallondres.tv/videos_de_roteiros_turisticos__strindbergman_em_paris.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estréia em São Paulo dia 07 de novembro às 21:00 no Teatro VIGA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro de 06 a 28 de janeiro no Sérgio Porto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janaína Suaudeau é brasileira e filha do &lt;i&gt;Chef&lt;/i&gt; Laurent.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-8360020175171199223?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/8360020175171199223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/strindbergaman-estreia-amanha-em-sao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8360020175171199223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/8360020175171199223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/strindbergaman-estreia-amanha-em-sao.html' title='Strindbergaman - Estréia amanhã em São Paulo'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-6346300559613137151</id><published>2009-11-06T13:46:00.000-02:00</published><updated>2009-11-06T13:46:26.394-02:00</updated><title type='text'>O mundo é dos covardes? I guess not!</title><content type='html'>&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1253175-6091,00-CAIXA+DE+BANCO+E+DEMITIDO+PORQUE+PERSEGUIU+E+CAPTUROU+LADRAO.html"&gt;&lt;/a&gt;Esqueça o que te ensinaram sobre honradez e hombridade. Um banco demitiu seu caixa porque ele prendeu um ladrão que estava tentando assaltar o banco.&lt;br /&gt;Houve um tempo em que essa ação seria condecorada. Quem sabe umas férias prêmio, quem sabe um dinheirinho a mais, quem sabe um presentinho... Mas hoje em dia é demissão por violar a regra da empresa que prevê que não se deve reagir a assaltos.&lt;br /&gt;Um homem é um animal. Tem seus instintos. Sim meus caros, falamos diferntes idiomas, discutimos sobre artes e ciências, mas somo primatas. Grandes macacos pelados metidos em uma&amp;nbsp; sociedade menos organizada do que a das formigas. Se bem que tenhamos uma falsa idéia de mobilidade social vez, ou outra ilustradas por casos isolados. Normalmente de alguém que morreu de trabalhar, chegou bem à velhice e deixou o patrimônio para os filinhos dilapidarem e chegarem à velhice duros como cocos , maldizendo a vida e a sorte.&lt;br /&gt;Digressões à parte , voltamos ao caso em questão.Numa situação como essa, o caixa Jim Nicholson, admite que se deixou levar pelos seus instintos,e,&amp;nbsp; ao perceber que o ladrãozinho não estava armado correu atrás do maluco e o prendeu. E foi demitido.&lt;br /&gt;Agora me diga você, meu caro amigo homem, que está lá trabalhando chega um filho da mãe magrelo, desrmado, com um saco preto tentando te roubar sem uma porra de uma arma se você não vai botar pra fora o seu instinto e mostrar pra esse cretino que o seu nome não é bagunça. Que no seu terreiro ele não se cria.&lt;br /&gt;Você minha amiga, me diga que você não sentiria uma, ainda que leve, ebulião hormonal diante de tal ato de coragem e bravura.&lt;br /&gt;Podem negar, no fundo a gente sabe a verdade meus gorilas amados. Ah, que fique claro, eu escrevo pra gente de verdade. Não arremedos estúpidos.&lt;br /&gt;Realmente eu não entendo o que está acontecendo com o mundo, com as pessoas, com as instituições. As coisas começam a deixar de fazer sentido.&lt;br /&gt;Tenho uma amiga que diz que o mundo acabou no ano 2000 e vivemos agora uma projeção ilusória das consciências que aqui estavam quando tudo virou patê.&lt;br /&gt;Pra mim isso é consequência de falta de raciocínio. O que eu mais vejo por aí é gente que não pensa. Que nem imagina que é juntar azul com amarelo&amp;nbsp; que dá o verde. Gente torpe , idiota e sem graça. Vão achando que o mundo é de vocês. Surprise, it's not!&lt;br /&gt;E meu caro Jim, espero realmente que você encontre um emprego bem melhor, ou abra uma empresa de seguranç,a sei lá, mas você me pareceu um cara de atitude, e caixa de banco , realmente não me parece um trabalho que requeira atitude.( Nada contra os caixas de banco por favor. Meu pai é bancário.) E que você pegue um monte de gente aí na sua cidade, pra alguma coisa meu caro, esse ato há de servir. Porque&amp;nbsp; a empresa pra qual você trabalhava é uma bosta, mas o universo é bem maior!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1253175-6091,00-CAIXA+DE+BANCO+E+DEMITIDO+PORQUE+PERSEGUIU+E+CAPTUROU+LADRAO.html"&gt;http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1253175-6091,00-CAIXA+DE+BANCO+E+DEMITIDO+PORQUE+PERSEGUIU+E+CAPTUROU+LADRAO.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-6346300559613137151?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/6346300559613137151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/o-mundo-e-dos-covardes-i-guess-not.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6346300559613137151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/6346300559613137151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/o-mundo-e-dos-covardes-i-guess-not.html' title='O mundo é dos covardes? I guess not!'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-4196960037346995293</id><published>2009-11-05T23:31:00.000-02:00</published><updated>2009-11-05T23:31:25.544-02:00</updated><title type='text'>A filha do prefeito</title><content type='html'>Despejou lentamente o vidro de perfume na pia do banheiro. Era um vidro grande. O frasco se esvaziava lentamente e o cheiro invadia tudo  como o cheiro das flores num funeral grandioso. Pensou que o quarto ficaria também tomado por esse cheiro, talvez a casa. Talvez a vida. Tinha a impressão agora de que o cheiro jamais sairia dele. E que cada vez que alguém elogiasse esse perfume se lembraria da voz do homem dizendo : é o meu cheiro preferido, quero sentir em você cada vez que eu chegar. Perdeu-se na memória dessa voz que puxou olhos, que trouxeram boca, que encheram de lágrimas quentes e preguiçosas o seu rosto. O vidro estava vazio. Assim também ficaria o coração logo, logo. Suas narinas ardiam pelo cheiro forte do perfume, pelo choro, sentia o gosto do perfume misturado com as lágrimas e tudo era amargo. Esse cheiro lhe estava pegado à alma. Esse gosto lhe estava pregado à língua. Arremessou o frasco no lixo do banheiro e se virou para o quarto. Um quarto burguês de módulos escuros e cama sempre arrumada mesmo que pra isso se dormisse em cima da colcha, como quem cochila depois do almoço. De fora olhando-o poderíamos  afirmar  que era  ele um quase,era ele um babaca, era ele somente novo demais e desorientado pela pouca experiência. Pela pouca referência naquilo que tange gostos. &lt;br /&gt;O apartamento era quase. O prédio era quase bonito. A decoração quase fazia sentido. Embora parecesse mais antiga que o dono ou talvez demonstrasse um esforço para remeter ao que é pratico, moderno e cool. Esforço extremado e  que se traduzia em ostentação, falta de estilo e frieza. A sala obvia com cortinas que só ficariam bem no corredor de um prédio de consultórios, a cozinha americana as escadas brancas de metal  e no segundo andar o quarto, a cama e o banheiro, tudo comum e contrastando com o requinte desqualificado do piso inferior. &lt;br /&gt;O cheiro do perfume realmente estava muito forte e começou a se sentir nauseado. Pensou em desmaiar. Queria desmaiar. Seria encontrado pela mãe no final da tarde, quando ela chegasse do trabalho. Ela se desesperaria. Gritaria por socorro. Ele acordaria reconfortado pela pena que ela teria dele. E tudo o que ele queria agora é que sentissem pena dele. Ele sentia pena dele. Queria pena por ter se entregado àquele homem. Pena por ter querido aquele amor que tinha dado errado. Mas digno de pena porque na verdade sabia que nunca quis nada a não ser o enfeite que o homem trazia pra sua vida. A validação do seu ideal de status , pois apesar de considerar-se rico não houve um dia sequer em que aquele homem não o fizesse se sentir como o garoto da periferia que no fundo da alma ele sabia que era e que jamais deixaria de ser. Não importa a quantidade de verniz dos diplomas, das viagens, da cultura ensaiada que ele adquirisse. Sentia-se pequeno, incapaz, fraco e desprezível e por isso queria do outro qualquer coisa de nobreza que sabia jamais haveria em si. Pensou em abrir a janela. Mas a luz que entraria não condizia com o seu estado melancólico e ele lera em livros, que deixava pela metade que a tristeza requer a sombra. Olhou seus livros e mais uma vez lembrou. Livros que o homem dizia: você não vai lê-los, e ao dizer isso o irritava profundamente.  Não porque ele os leria, mas porque esse segredo  era só seu, e quem este homem pensava que era para dizer-lhe a verdade. Sentou-se na cama de maneira ensaiada. Sentiu-se cansado, mas manteve a pose que lhe concedia, quase como uma indulgência, um certo ar de Cleópatra. Dessa vez estava realmente triste. Dessa vez realmente sentia uma perda, um vazio, e não sabia o porquê, e não sabia como se comportar. Tentara parecer civilizado. Tentara falar com o homem, mas a presença dele o incomodava porque o homem sabia que ele era uma fraude. Melhor não falar com ele jamais. Melhor provocar uma briga derradeira. Sabia que o homem seria seco e isso lhe daria margem para cavar essa briga. Para cortar relações. E livrar-se de uma vez por todas desse incômodo. Desse inimigo. Que se tornara inimigo apenas por ter adquirido dele intimidade. Apenas por ter-lhe olhado nos olhos e visto o que ele era realmente. &lt;br /&gt;Arquitetou o plano. Ensaiou a briga. Intuiu que o homem saberia que tudo fora ensaiado e por isso não lhe daria margem de revidar. A coisa se daria na internet. Depois, sem tempo de resposta apagaria contatos. O excluiria de tudo. Estaria livre. &lt;br /&gt;Pela primeira vez em muitos meses pode descansar um pouco. Se livraria de vez daquele que sabia que ele era um sapo que uma bruxa má tinha transformado em príncipe. Seguir sua natureza de sapo seria mais confortável e digno. Mas como se livrar de tudo aquilo que inventara na sua desnatureza de príncipe, sua casa, seus hábitos, sua vida inteira. Optava mais uma vez pelo feitiço da bruxa, pelo fato de que alguns não trazem em seus corações essas forças voltadas pra luz. Manteria as janelas fechadas enquanto houvesse sol lá fora mesmo que aquele perfume francês despejado na pia o fizesse vomitar mil vezes. &lt;br /&gt;O ar abatido, a palidez causada pelos vômitos impressionaria na faculdade, à noite. Sua imagem de sensível  e nobre estaria intacta. Por fim sorriu e decidiu guardar o par de tênis que o homem lhe dera porque pareciam realmente caros e tinham sido elogiados em mais de uma ocasião. Na sua incoerência abissal não sabia que o perfume custara o dobro do preço. Não sabia o valor real de um perfume, não imaginava que uma sutileza pudesse ser tão cara. Se soubesse ficaria realmente arrependido de ter deixado escorrer pelo ralo a mais rara das riquezas que sobre o seu corpo já pousou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-4196960037346995293?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/4196960037346995293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/filha-do-prefeito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4196960037346995293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4196960037346995293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/filha-do-prefeito.html' title='A filha do prefeito'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-4860358296675552623</id><published>2009-11-05T18:20:00.001-02:00</published><updated>2009-11-05T18:20:43.846-02:00</updated><title type='text'>Ela é linda e dorme nua</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSony%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ela é linda. Gloriosa. Mulher incrível. Olhos de louca. Linda. Inexplicavelmente linda. Cantei, sim cantei. Por que eu não cantaria? E eu a estava vendo, era meu dever&amp;nbsp; falar com ela , era meu dever ficar com ela, era meu dever pegá-la pra mim, Olhos nela, perseguição, mão na cintura. Meu braço quente, meu corpo quente contra o dela&amp;nbsp; E ela faz charme, e ela se nega e ela se entrega quando aperto mais forte o meu braço contra as suas costas. Uma mulher que de longe parecia tão grande, tão magnífica, ali no meu braço pesando leve. Um beija flor. Vem flor, me beija. E beija. E me da o telefone, e me liga no dia seguinte e me quer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ela dorme nua no quarto grande da Lagoa. Despudorada diante da janela, ela fuma nua, sentada no parapeito. Ela veste, safada, uma calcinha rosa, pequena frouxinha, dessas boas pra ficar em casa. Ela faz charme e seduz, e seduz, e seduz. Como é boba, tanto esforço e eu já te quero. Desde a hora que eu te vi que eu te quero. Que eu te quero meu brinquedo. Que eu te quero minha musa. Que eu te quero. Te quero e é só o que eu sei. E ela fala sobre livros sobre filmes, sobre tendências da moda, e a pele e as regras de um relacionamento, e as festas e o dia de amanhã, e o cachorro, e a família, e do gosto por carne moída, e o sexo e o sexo e o sexo. E o coração dela trancado. E o coração dela na dela, e o coração dela do mundo. E tomamos cervejas, e fumamos cigarros, e trepamos, e gozamos, e demos risadas e nos arrumamos e fomos rei e rainha de um pequeno lugar . Andávamos na carruagem vermelha. Subíamos montanhas pra dançar perto do céu, descíamos todos os montes pra bebermos perto do inferno.&amp;nbsp; E então enlouquecemos. Nossos mantos trapos, nossas caras arranhadas, nossos dedos cansados de segurar. E então eu a pedi que fosse embora, que me deixasse, sumisse, que levasse a pílula do dia seguinte, que tomasse e que não nos víssemos por muito tempo. Ela foi. Eu chorei e chorei. Que eu sou um menino mimado. Que eu choro quando não ganho o que eu quero. Mesmo que eu não saiba pra que&amp;nbsp; eu quero. Gente não é artigo de prateleira. Sem função vira elefante branco. E lá foi ela. Encastelar-se de frente para o mar. E fiquei eu com a vista dos fundos do teatro. Vida que segue de cá, vida que segue de lá. E ela continua pagando o melhor boquete da zona sul do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-4860358296675552623?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/4860358296675552623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/ela-e-linda-e-dorme-nua.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4860358296675552623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4860358296675552623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/ela-e-linda-e-dorme-nua.html' title='Ela é linda e dorme nua'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-9060732981310061310</id><published>2009-11-05T18:12:00.000-02:00</published><updated>2009-11-05T18:12:03.552-02:00</updated><title type='text'>This is not a love song!</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Falarei da construção dos corpos. Falarei do uso do movimento na escultura. Falarei do processo criativo e no final uma dinâmica em que para entendermos o poder do corpo humano na criação da arte estaremos todos nus. Porque não faz sentido falar do corpo humano, da preciosidade das suas formas, da grandeza desse veículo sem exemplificá-lo. O nu trará essa realidade. E dentro da dinâmica que eu vou propor, que eu ainda não pensei qual é, haverá o uso dos elementos. Eu quero água, eu quero velas, eu quero barro. Preciso de velas e bacias. Vou por na lista de coisas para fazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;X - Uma dinâmica com todo mundo nu pra explicar a obra de Rodin.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Y - Você e os seus preconceitos. Você não entende a arte. Você não sabe de nada. Você vê maldade em tudo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;X – Eu só to perguntando se é isso mesmo. Problema nenhum ficar pelado. Mas qual a utilidade dessa dinâmica...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Y – ...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;X – E o povo tira a roupa amarradão assim... &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Pra fazer a dinâmica?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Y – Claro pois são todos artistas e não estão preocupados com sentimentos burgueses. A Arte transcende. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Diálogo dois&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;X - Amor, no final da peça a gente sai do teatro tirando a roupa, se libertando de todo aquele universo que a gente representou, vamos para a praia e tomamos um banho de mar coletivo. Vamos deixando a roupa pelo caminho. O diretor está resolvendo se estaremos nus ou não. Ele tem medo que se todo o elenco estiver pelado o povo na rua ache que é uma peça do Zé Celso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Y - Ué? Mas onde está a justificativa para vocês ficarem nus? Isso é um absurdo! Que coisa ridícula e injustificada!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Fuck off you bastard! &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-9060732981310061310?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/9060732981310061310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/this-is-not-love-song.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/9060732981310061310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/9060732981310061310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/this-is-not-love-song.html' title='This is not a love song!'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-2770573977203583496</id><published>2009-11-05T16:39:00.000-02:00</published><updated>2009-11-05T16:39:41.905-02:00</updated><title type='text'>Constrangimento Cinematográfico</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://21.media.tumblr.com/tumblr_kpyseyOWaO1qzphayo1_500.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168" src="http://21.media.tumblr.com/tumblr_kpyseyOWaO1qzphayo1_500.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;A raposa falante do Lars Von Triers! Por que me Deus? Por que?&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-2770573977203583496?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/2770573977203583496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/constrangimento-cinematografico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/2770573977203583496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/2770573977203583496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/constrangimento-cinematografico.html' title='Constrangimento Cinematográfico'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-1479768515715199502</id><published>2009-11-05T16:06:00.000-02:00</published><updated>2009-11-05T16:06:20.117-02:00</updated><title type='text'>Beber a Vida 1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://itvibopedatv.files.wordpress.com/2009/07/barbara_paz.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="245" src="http://itvibopedatv.files.wordpress.com/2009/07/barbara_paz.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;É, realmente, não da pra dizer que é mais um rostinho bonito na novela das 21:30. Tem gente que dá certo na vida. Tem gente que não dá!&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-1479768515715199502?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/1479768515715199502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/beber-vida-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/1479768515715199502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/1479768515715199502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/beber-vida-1.html' title='Beber a Vida 1'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-4071005965917532496</id><published>2009-11-05T13:19:00.000-02:00</published><updated>2009-11-05T13:19:18.778-02:00</updated><title type='text'>Os Bastardos Inglórios</title><content type='html'>Assisti , finalmente, ao filme do senhor &lt;i&gt;Tarantino&lt;/i&gt;. O melhor dele na minha opinião. Uma obra prima. Cinema de primeira qualidade. Corajoso. Genial. Elenco fabuloso. Luz linda, fotografia envolvente. Cheio de referências. Um filme pra quem gosta de cinema.&lt;br /&gt;O que é o trabalho do alemão ( &lt;i&gt;Christof Waltz&lt;/i&gt;) que faz o oficial nazista, o Caçador de Judeus? Memorável. Oscar nele.&lt;br /&gt;A sequência de abertura, que cena linda.&lt;br /&gt;Triste é ouvir um acadêmico da&lt;i&gt; USP&lt;/i&gt; dizer que o filme é legalzinho. Que não tem nada demais. Eu publicaria aqui jovem senhor, que nada demais foi o tempo da minha vida que disperdicei na sua companhia. Ih... publiquei!&lt;br /&gt;Sinceramente prefiro isso àquela raposa falante do &lt;i&gt;Lars Von Triers&lt;/i&gt; no &lt;i&gt;Anticristo&lt;/i&gt;. Achei tão cafona. E olha que eu estava gostando muito do filme até então.&lt;br /&gt;Não me lembro de ter visto um filme onde a história tivesse sido reinventada assim. E o mundo seria um lugar melhor se &lt;i&gt;Hitler&lt;/i&gt; tivesse morrido daquele jeito junto com seus comparsas.&lt;br /&gt;O nome da heroína(&lt;i&gt;Shosanna&lt;/i&gt; - interpretada pela linda, e incrível &lt;i&gt;Mélanie Laurent&lt;/i&gt;) gera margem às piadas. Mas tudo é tão bom que as piadas foram esquecida e mergulhei naquele universo maravilhoso.&lt;br /&gt;A estética do &lt;i&gt;Tarantino&lt;/i&gt; me encanta e enche os olhos.&lt;br /&gt;O roteiro é ótimo.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cinema10.com.br/upload/image/bastardos%20inglorios.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://cinema10.com.br/upload/image/bastardos%20inglorios.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O cartaz em italiano porque eu adoro a facilidade com que os atores europeus trocam de língua.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Braddinho&lt;/i&gt; ( sim , eu tenho que falar dele) já teve atuações melhores mas não compromete. A propósito, ele está envelhecendo muito bem. Isso aí, meu caro, resista aos liftings.&lt;br /&gt;Amei, recomendo e se você não gostou nem precisa comentar, porque eu vou te gongar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-4071005965917532496?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/4071005965917532496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/os-bastardos-inglorios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4071005965917532496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/4071005965917532496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/os-bastardos-inglorios.html' title='Os Bastardos Inglórios'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-813396516472288024</id><published>2009-11-05T12:37:00.000-02:00</published><updated>2009-11-05T12:37:36.422-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pucf5.files.wordpress.com/2008/10/5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="205" src="http://pucf5.files.wordpress.com/2008/10/5.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-813396516472288024?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/813396516472288024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/813396516472288024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/813396516472288024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-3028856834335548614</id><published>2009-11-05T12:34:00.000-02:00</published><updated>2009-11-05T12:34:01.904-02:00</updated><title type='text'>A Baleia Franca</title><content type='html'>Acho ótimo as Baleias Francas.&lt;br /&gt;Um sujeito ta la no seu Iate, bem tranquilo, aí aparece uma baleia Franca, põe a cara fora da água e diz um monte de verdades pra ele, sobre a fome na África, sobre o fato dele sonegar impostos, explorar a mão de obra, desviar verba pública, ter uma vida fútil... Enfim, traumatiza o milionário e termina assim: Bem vou correr atrás do meu Krill que o seu já tá ganho!&lt;br /&gt;Num muda nada no mundo, mas vinga a gente de um monte de coisa que a gente tem que aturar, tipo helicóptero derrubado por traficante, fila do SUS, serviço público pavoroso.&lt;br /&gt;Existem absurdos maiores do que esses?&lt;br /&gt;Não que o milionário em questão tenha culpa de nada, mas eles podem ajudar a melhorar muita coisa.&lt;br /&gt;Se saírem da novela do Manoel Carlos, arregaçarem as mangas e usarem todo o seu ócio pra uma obrazinha social uma, duas vezes na semana, ajuda muito.&lt;br /&gt;Depois o resto do tempo eles passam no Iate. E a baleia Franca não vai mais ter que importuná-los.&lt;br /&gt;O que falta nesse mundo, mais que tudo, é consciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-3028856834335548614?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/3028856834335548614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/baleia-franca_05.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/3028856834335548614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/3028856834335548614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/baleia-franca_05.html' title='A Baleia Franca'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7072747435446561418.post-1746391191730984723</id><published>2009-11-05T11:42:00.000-02:00</published><updated>2009-11-05T11:54:18.521-02:00</updated><title type='text'>Seguindo os conselhos dos amigos!</title><content type='html'>Well, well, well...&lt;br /&gt;Todo mundo me disse: Cria um blog!&lt;br /&gt;Ok, criei. É o terceiro. Dos outros dois eu esqueci a senha, esqueci o nome, fiz uma postagem e nunca mais.&lt;br /&gt;Mas como se diz:  a voz do povo é a voz de Deus, e como eu to sem absolutamente nada pra fazer da vida. Vamos ao Blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7072747435446561418-1746391191730984723?l=francanalhices.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://francanalhices.blogspot.com/feeds/1746391191730984723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/seguindo-os-conselhos-dos-amigos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/1746391191730984723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7072747435446561418/posts/default/1746391191730984723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://francanalhices.blogspot.com/2009/11/seguindo-os-conselhos-dos-amigos.html' title='Seguindo os conselhos dos amigos!'/><author><name>Francanalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04293250490701248593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_Im_xKXvu8oU/Svmso1cwvSI/AAAAAAAAAAM/nbm_V0mzdEU/S220/Image11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
